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12/Jan/2026

Têxteis: Mercosul-UE favorecerá setor brasileiro

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o acordo entre Mercosul e União Europeia deve melhorar razoavelmente a competitividade dos produtos têxteis brasileiros no mercado europeu, tornando factível a meta de dobrar as exportações a este destino. O setor exporta hoje mais de US$ 80 milhões por ano para Europa. A expectativa é elevar o faturamento de R$ 500 milhões a R$ 600 milhões. A aprovação da zona de livre comércio entre os blocos pela maioria qualificada dos países da União Europeia marca a coroação de um trabalho longuíssimo.

A indústria têxtil foi o primeiro setor privado a concluir a negociação das linhas tarifárias do acordo. Foi um trabalho exaustivo, de muito tempo de negociação, e os governos aceitaram. Foi uma costura bastante dura porque há situações diferentes entre as indústrias da Europa e do Mercosul, principalmente do Brasil, que tem praticamente todos os elos da cadeia de produção, enquanto a Europa tem uma cadeia um pouco mais fragmentada. Contudo, faltam ainda algumas etapas para o acordo ser ratificado. Dois efeitos positivos são aguardados a partir do acordo com os europeus.

De um lado, o setor vai se beneficiar da abertura de um mercado de tamanho próximo ao norte-americano. De outro, permitirá às fábricas trazerem máquinas da Europa a um valor mais baixo, dada a eliminação do imposto de importação. O bloco europeu é a segunda principal origem das máquinas importadas pela indústria têxtil e de confecção. Contando também com o impulso da reforma tributária, que prevê a desoneração dos investimentos e a eliminação de resíduos tributários carregados por exportadores, a avaliação é de que o setor terá melhor condição para entrar no mercado europeu.

Em 2025, US$ 80,6 milhões foram exportados pelo setor têxtil e de confecção à Europa, tendo como principais destinos França, Portugal e Holanda. O balanço inclui, entre os principais produtos, fios de seda, vestuário, tecidos de uso técnico e fibra de algodão. Durante o período de desgravação tarifária (dez anos em que as tarifas serão gradualmente eliminadas), é possível imaginar que a indústria têxtil conseguirá dobrar os embarques a mercados na Europa. Seria uma meta ambiciosa, mas factível porque, em termos absolutos, não é muito diante de tudo o que a União Europeia importa. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.