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17/Dec/2025

Preços do algodão estão firmes no mercado interno

Com a proximidade do final do ano, os agentes vêm se afastando gradativamente das negociações envolvendo o algodão em pluma no mercado spot, voltando as atenções aos carregamentos. Ainda assim, as cotações encontram suporte na postura firme de vendedores ativos e na presença de compradores com necessidade imediata de aquisição. Enquanto parte da demanda sinaliza aguardar a retomada das atividades no próximo ano, outros compradores seguem adquirindo o produto para recebimento no início de 2026, tanto a preços fixos quanto atrelados ao Indicador CEPEA/ESALQ e/ou à Bolsa de Nova York. O Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, registra alta de 0,6% nos últimos sete dias, cotado a R$ 3,48 por libra-peso. No acumulado da primeira quinzena de dezembro, o avanço é de 0,3%.

No campo, os produtores também acompanham atentamente as condições climáticas e o desenvolvimento das lavouras, incluindo a fase final da soja, que antecede o cultivo do algodão de 2ª safra. Dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) indicam que, até 11 de dezembro, 15,63% da área brasileira da safra 2025/2026 havia sido semeada. Em termos estaduais, a semeadura alcançava 72% da área na Bahia, 65% em São Paulo, 55% em Minas Gerais, 40% em Mato Grosso do Sul e 30% em Goiás; no Paraná, os trabalhos já foram concluídos. O beneficiamento da safra 2024/2025 atingiu 89,47% da produção no Brasil. No Maranhão, as atividades alcançaram 81%; em Mato Grosso, 87%; e, na Bahia, 96%.

A paridade de exportação (FAS) é de R$ 3,47 por libra-peso (64,09 centavos de dólar por libra-peso no Porto de Santos (SP) e de R$ 3,48 por libra-peso (64,29 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Paranaguá (PR), com base no Índice Cotlook A, referente à pluma posta no Extremo Oriente. Na Bolsa de Nova York, os primeiros vencimentos encontram suporte no melhor desempenho das vendas norte-americanas, reflexo de um aquecimento na demanda internacional. O contrato Março/2026 tem avanço de 0,41% nos últimos sete dias, a 63,94 centavos de dólar por libra-peso; o Maio/2026 registra alta de 0,46%, para 65,06 centavos de dólar por libra-peso; o Jullho/2026 +0,46%, para 66,10 centavos de dólar por libra-peso; e o Outubro/2026 apresenta elevação de 0,12% nos últimos sete dias, a 66,65 centavos de dólar por libra-peso.

Dados divulgados neste mês pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam ajustes mais significativos para a safra 2025/2026. Houve uma revisão mensal negativa de 2,45% tanto na área quanto na produção em Mato Grosso, com o novo relatório indicando área de 1,45 milhão de hectares e produção de 2,7 milhões de toneladas. Em relação à safra anterior (2024/2025), esses números representam respectivos recuos de 0,7% e de 5,4%. Assim, a produção brasileira de algodão pode somar 3,96 milhões de toneladas na safra 2025/2026, sendo 1,7% abaixo da apontada em novembro e 2,9% abaixo da temporada anterior. Esse resultado se deve ao limitado crescimento de 0,7% na área cultivada frente à safra 2024/2025, após a queda de 1,73% em relação ao relatório anterior.

A produtividade manteve-se praticamente estável na comparação mensal, em 1.885 Kg por hectare, mas apresenta redução de 3,5% em relação à temporada 2024/2025. Conforme dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 9 de dezembro, a produção mundial de algodão na safra 2025/2026 pode atingir 26,081 milhões de toneladas, volume apenas 0,2% inferior ao estimado no mês anterior e 0,4% superior ao da safra 2024/2025. O consumo global foi projetado em 25,823 milhões de toneladas, queda de 0,2% frente ao relatório anterior e recuo de 0,3% em relação à temporada passada. Assim, o consumo deve ficar cerca de 1% abaixo da oferta na safra 2025/2026. Para o Brasil, a demanda é estimada em 740 mil toneladas, com ajuste negativo de 2,9% frente aos dados de novembro, mas alta de 0,3% em relação à temporada anterior.

As transações globais foram revisadas para baixo em 0,6% no comparativo mensal e estão projetadas em 9,52 milhões de toneladas para a safra 2025/2026. Em relação à temporada anterior, são esperados aumentos de 1,6% nas importações e de 3,2% nas exportações. As compras devem ser lideradas pelo Vietnã, seguido por Bangladesh e Paquistão, e a China ocupa a quarta posição no ranking. Nesse contexto, os estoques globais são estimados pelo USDA em 16,541 milhões de toneladas, com altas de 0,1% no mês e de 1,8% na comparação anual. Os destaques do relatório de dezembro são os reajustes mensais positivos de 4,7% e de 5,1% nos estoques dos Estados Unidos e do Brasil, respectivamente. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.