24/Jan/2020
A vida ficou mais cara em 2019. No ano passado, o índice do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que calcula o custo de vida subiu 3,09%, na comparação com 2018. Ficou pior, sobretudo, para as famílias de mais baixa renda. Dos três grupos analisados, para os que têm menor renda, o custo de vida avançou 3,71%, enquanto que, para os mais ricos, este aumento foi de 2,76%. A alta nos gastos com alimentação foi impulsionada pelas carnes que subiram 20,72% em 2019.
O aumento expressivo nas exportações de carne bovina do Brasil para a China e a maior demanda do alimento nos últimos meses do ano fizeram o produto pesar mais no orçamento doméstico. Um outro índice, o de Preços dos Supermercados (IPS), apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), apontou que a carne desbancou o tomate como o grande vilão dos preços no ano passado em supermercados do estado de São Paulo. O produto aumentou até 52%. Segundo Dieese, também pesaram mais nas contas os grãos (com alta de 9,89%), as raízes e tubérculos (9,86%) e aves e ovos (9,16%), que acabaram se tornando uma alternativa de proteína para quem precisou substituir a carne bovina no cardápio.
Quando considerados os custos com lazer e recreação, a alta foi de 7,09% no ano passado, puxada pela alta de custos de serviços desse segmento, que foi impactada pelo aumento de gastos com nos jogos de azar. Na contramão do aumento do custo de vida, ficou mais barato o consumo de roupas, com queda de 3,28%, e de calçados (1,75%) e também pesaram menos para as famílias itens importantes, como a compra de móveis (4,45%) e de eletrodomésticos (0,23%). Fonte: Agência Estado. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.