14/Out/2019
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, defendeu que o fortalecimento do setor não gera conflito com o meio ambiente. Para ela, o Brasil é uma potência agroalimentar, mas também é uma potência ambiental, apesar de nesse momento esse posto ser altamente questionável. O País precisa assumir o posto de potência agroambiental, sabendo que o crescimento da agropecuária e o respeito ao meio ambiente não são interesses conflitantes. Tereza Cristina ressaltou que o Código Florestal Brasileiro é um dos mais rígidos do mundo e que o Brasil é um dos países que mais preserva as florestas. A agricultura é um dos setores mais afetados pelas mudanças climáticas, com vulnerabilidade das lavouras e disseminação de pragas. O produtor rural é um aliado no crescimento agro sustentável. Segundo a ministra, os produtores rurais estão cientes de que a sustentabilidade da lavoura afeta a aceitação do produto no mercado externo.
Ela contou ainda que em visita recente ao Ministério da Agricultura da Alemanha debateu formas de levar para o consumidor final o que realmente está acontecendo no Brasil. Segundo ela, o setor agropecuário brasileiro vai intensificar esforços para atender demandas do consumidor, desde tendências mais sustentáveis a mudanças de hábitos alimentares. A ministra citou as falhas de comunicação do agronegócio brasileiro como o principal fator que o impede o Brasil de ser uma potência agrícola sustentável. Há erros muito sérios de comunicação tanto internamente como externamente. É preciso corrigir este problema se o Brasil quiser continuar vendendo mais e desbravando novas oportunidades.
Entre as falhas internas de comunicação, a ministra destacou os mitos acerca dos defensivos e do uso destes na produção agropecuária. No exterior, a questão latente sobre a preservação da floresta amazônica ainda demanda esclarecimentos por parte do Brasil, na análise da ministra. É preciso mostrar a quantidade de área que o País preserva. A infraestrutura apropriada e a conectividade das lavouras, considerou Tereza Cristina, também necessitam de atenção especial no curto prazo, fora as reformas estruturantes para reduzir a carga tributária e facilitar os investimentos estrangeiros no agronegócio. A ministra pediu também que o setor não tenha medo de vender. O Brasil precisa buscar mais resultados sem vaidade. Precisa vender mais farelo, mais óleo, mais carnes, mais cortes especiais. Fonte: Agência Estado. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.