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01/Ago/2019

Brasil quer acordo comercial abrangente com EUA

O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia afirmou que o Brasil vai trabalhar para firmar o acordo mais ambicioso e abrangente possível com os Estados Unidos. Na terça-feira (30/07), o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que vai trabalhar em um acordo de livre comércio com o Brasil. Segundo o governo brasileiro, a melhor maneira de avançar na agenda comercial com os Estados Unidos é buscar ter um objetivo ambicioso de acordo comercial. A ideia é trabalhar por um acordo abrangente. Nesta semana, o secretário de Comércio dos Estados Unidos está no Brasil e se reúne nesta quarta-feira (30/07) com amanhã com o ministro da Economia do Brasil e com o presidente Jair Bolsonaro. É a primeira visita de um secretário de comércio dos Estados Unidos ao Brasil desde 2011.

O governo brasileiro manifestará no encontro o desejo por uma agenda comercial abrangente com os Estados Unidos, envolvendo conversas sobre temas tarifários e não-tarifários, além de investimentos e infraestrutura. Existem várias formas de acordos e parcerias comercial possíveis entre os dois países, mas o governo brasileiro buscará inclusive entendimento que inclua retirada de tarifas e criação de cotas de importação com menos tributos. Nesse caso, o acordo teria que ser fechado via Mercosul, como foi o da União Europeia, anunciado no fim de junho. Qualquer redução de tarifas teria que ser feita de forma gradual, para dar tempo do mercado doméstico se adaptar e de as reformas planejadas pelo governo aumentarem a competitividade da produção nacional.

A intensidade da abertura dependerá do setor. As negociações com os Estados Unidos também envolverão temas que podem avançar bilateralmente, sem a necessidade de aval do Mercosul, como facilitação de comércio, redução de barreiras não tarifárias, convergência regulatória, regras de propriedade intelectual, comércio eletrônico, aceitação de certificados de origem digitais e reconhecimento de operadores econômicos autorizados. O intercâmbio comercial entre Brasil e Estados Unidos está muito aquém do potencial. Um dos maiores desperdícios de oportunidade é o nível comparativamente pequeno de comércio com o país norte-americano, por isso que uma das prioridades para o Brasil é aumentar esse intercâmbio. O secretário destacou a conjuntura atual em que os presidentes brasileiro, argentino e norte-americano têm boa relação, o que facilitaria as negociações. Fonte: Agência Estado. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.