22/Abr/2019
Depois de costurar uma "saída de mercado" para o impasse criado pela intervenção do presidente Jair Bolsonaro, que levou à suspensão do reajuste do diesel, o ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu à sua equipe que estude possibilidades de mudanças na tributação dos combustíveis. Esse assunto já havia começado a ser discutido pela equipe anterior, depois da paralisação dos caminhoneiros no ano passado. O ministro considera que, como o peso dos impostos representa 46% no valor do diesel, a saída precisa passar pelo campo tributário. Por outro lado, ele avalia que é preciso melhorar os mecanismos de reajustes da petroleira, mas esse trabalho deve ser conduzido pela empresa.
Ele já manifestou que apoia a ideia de reajustar os valores mensalmente considerando uma média móvel de um determinado período. Nessa discussão, o ministro deixou claro que não abre mão de sua agenda liberal e não aceita discutir subvenção ao preço de combustíveis, prática adotada no governo do ex-presidente Michel Temer para pôr fim à greve em maio, que provocou uma crise de abastecimento no País. Assessores afirmam que o ministro da Economia está cada vez mais focado na sua agenda liberal. Fonte: Agência Estado. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.