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06/Nov/2026

Dólar sobe com aumento da aversão ao risco externo

O dólar encerrou em alta frente ao Real nesta quinta-feira (05/11), refletindo o aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais e a cautela dos investidores em relação aos rumos da política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A moeda norte-americana avançou 0,67%, para R$ 5,48. No exterior, a pressão sobre os ativos de risco teve origem principalmente no mercado acionário dos Estados Unidos, onde ações de empresas ligadas à inteligência artificial registraram perdas expressivas. O movimento refletiu preocupações com a possibilidade de maior escrutínio sobre a expansão do setor após a vitória Democrata nas eleições de meio de mandato norte-americanas. A valorização do petróleo também contribuiu para o ambiente de cautela. Ao final do pregão, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de seis divisas, avançava 0,09%, aos 101,560 pontos.

A busca por proteção em ativos considerados mais seguros pressionou moedas de países emergentes, incluindo o Real. No mercado doméstico, o movimento foi reforçado pelas preocupações com a situação fiscal e pelas incertezas sobre a condução da política econômica no novo mandato do presidente Lula. Na agenda interna, o presidente se reuniu com autoridades e conselheiros para discutir medidas econômicas. Após o encontro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que Lula solicitou aos ministros o aprofundamento das propostas, cuja validação deverá ocorrer após o retorno do presidente de viagem ao exterior. Durigan reiterou que a orientação do governo prevê compromisso com a sustentabilidade das contas públicas, melhora gradual dos resultados primários e possíveis ajustes nas regras fiscais, embora medidas específicas não tenham sido discutidas na reunião.

O encontro ocorreu um dia após o Banco Central interromper o ciclo de redução dos juros e manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. As dúvidas sobre a composição futura da equipe econômica e sobre a condução da política fiscal após a reeleição de Lula também seguem no radar dos investidores, contribuindo para a volatilidade dos indicadores financeiros. Na agenda de indicadores, a produção industrial brasileira registrou queda de 0,8% em setembro ante agosto, resultado mais fraco para o mês desde 2022. A retração superou a expectativa de analistas consultados pela Reuters, que projetavam recuo de 0,2% na comparação mensal, acrescentando um fator doméstico de pressão sobre o Real. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.