06/Nov/2026
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), as vendas da indústria de alimentos para o canal de food service, que reúne bares, restaurantes, lanchonetes, padarias e outros estabelecimentos de alimentação fora do lar, devem superar R$ 310 bilhões em 2026. A projeção representa crescimento nominal de 7,5% a 8,5% em relação aos R$ 287,9 bilhões registrados em 2025. Em termos reais, a expansão esperada é de 2%, em um cenário de aumento dos custos de produção e maior seletividade dos consumidores nas despesas com alimentação fora de casa. Os gastos com alimentação correspondem a aproximadamente 22% das despesas das famílias brasileiras. Desse total, a participação da alimentação fora do lar deve atingir 30,5% em 2026, o maior patamar desde a pandemia, embora ainda permaneça abaixo dos 34,7% registrados em 2019, antes da crise sanitária.
Os dados integram o Balanço Econômico do Food Service, apresentado pela Abia durante o 19º Congresso ABIA de Food Service, realizado em São Paulo. O comportamento do consumidor continua sustentando a frequência aos estabelecimentos, mas com escolhas mais criteriosas sobre locais e ocasiões de consumo. Essa mudança exige adaptação da indústria às novas demandas dos clientes e às necessidades dos operadores do setor, que enfrentam dificuldades relacionadas principalmente aos custos e à disponibilidade de mão de obra. A pressão sobre as despesas representa um dos principais desafios para a cadeia. Os custos industriais avançaram cerca de 10% em 2026, enquanto as embalagens acumularam alta próxima de 20%.
O diesel subiu mais de 15%, elevando os gastos com frete e distribuição. Na ponta do consumo, a inflação da alimentação fora do lar acumulou 5,57% em 12 meses até setembro, aumentando a necessidade de conciliar competitividade empresarial e preços acessíveis ao consumidor. Mesmo diante do encarecimento dos insumos e dos serviços, o mercado continua atraindo novos empreendedores. Levantamento da Abia em parceria com a Wise Sales aponta a abertura de aproximadamente 420 mil negócios de food service em 2025. No mesmo período, 289 mil empreendedores migraram do modelo de Microempreendedor Individual (MEI) para estruturas empresariais de maior porte. Segundo a associação, o movimento indica continuidade dos investimentos e avanço da profissionalização no setor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.