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06/Nov/2026

Brasil: juros elevados limitam produção industrial

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a política monetária restritiva, com juros em patamares elevados, é um dos principais fatores responsáveis pela perda de dinamismo da indústria brasileira. A produção industrial recuou 0,8% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, registrando a queda mais intensa para o mês desde 2022, quando a retração havia sido de 1,6%. O custo mais elevado do crédito restringe o acesso de famílias e empresas ao financiamento, reduz o potencial de consumo e contribui para o adiamento de decisões de investimento. Entre as famílias, os juros altos também afetam as condições de renda e consumo em razão do elevado nível de inadimplência. No setor empresarial, o encarecimento dos recursos financeiros desestimula a realização de novos investimentos, limitando a atividade produtiva. Além da política monetária, as incertezas relacionadas ao ambiente externo e ao cenário eleitoral podem ter contribuído para o desempenho da indústria.

Esses fatores vêm afetando as perspectivas para a produção doméstica ao longo do ano e ajudam a explicar a desaceleração observada desde o início do segundo quadrimestre. Em setembro, fatores pontuais também exerceram pressão sobre a atividade, especialmente as condições climáticas. O maior volume de chuvas prejudicou segmentos como derivados de petróleo e biocombustíveis e produtos alimentícios, em decorrência dos impactos sobre o processamento da safra de cana-de-açúcar. Apesar dessas influências específicas, a avaliação do IBGE é que elas não alteram o diagnóstico sobre o principal condicionante da perda de ritmo da indústria. A manutenção de juros elevados e os efeitos da política monetária sobre o crédito, o consumo das famílias e os investimentos das empresas constituem o pano de fundo mais relevante para explicar a menor intensidade da produção industrial. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.