06/Nov/2026
O mercado de trabalho brasileiro registrou saldo positivo de 121.305 empregos formais em setembro, resultado de 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado representa o menor saldo para setembro desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020, e ficou abaixo da mediana das estimativas da pesquisa Projeções Broadcast, de 163,6 mil vagas. As projeções do mercado variavam de 96.610 a 225 mil postos de trabalho. O desempenho também ficou abaixo dos 241.609 empregos criados em setembro de 2025. Em agosto de 2026, o saldo havia sido positivo em 16.062 vagas, já considerando os ajustes da série histórica.
Para a XP Investimentos, o resultado reforça os sinais de arrefecimento gradual do mercado de trabalho formal, embora os indicadores ainda apontem resiliência do emprego no País. A desaceleração da demanda e as restrições de oferta em determinados segmentos ajudam a explicar o desempenho mais moderado do indicador ao longo de 2026, em linha com a perda de dinamismo da atividade econômica doméstica desde o segundo trimestre. A evolução mensal do Caged tem apresentado oscilações, com surpresa positiva em agosto e resultado significativamente inferior às expectativas em setembro. Na abertura por setores, houve perda de ritmo disseminada na comparação entre setembro e agosto, em intensidade superior à projetada.
Os serviços continuaram como o principal motor da geração de empregos formais, mas também apresentaram desaceleração. Indústria, agropecuária e construção registraram enfraquecimento mais acentuado, indicando uma moderação mais abrangente das contratações na economia. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu o arrefecimento na criação de vagas ao patamar elevado dos juros, que, na avaliação do governo, prejudica o ritmo dos investimentos e, consequentemente, a geração de empregos. O resultado de setembro reforça os sinais de perda de fôlego do mercado de trabalho formal em um cenário de desaceleração da atividade econômica e condições financeiras restritivas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.