05/Nov/2026
A BB Seguridade estima que os efeitos do fenômeno El Niño sobre seus resultados serão limitados em 2026, apesar da possibilidade de aumento da sinistralidade agrícola no quarto trimestre. O impacto combinado dos eventos climáticos sobre o resultado anual não deve ser material e, isoladamente, a atividade agrícola deverá representar efeito inferior a 1% do resultado da companhia. No terceiro trimestre, a sinistralidade agrícola foi pressionada por condições climáticas distintas entre as regiões brasileiras. A estiagem no Centro-Oeste prejudicou lavouras de milho, enquanto o excesso de chuvas no Sul afetou culturas como canola, cevada e trigo. Historicamente, a sinistralidade tende a ser maior em períodos de La Niña do que durante o El Niño. Para os próximos meses, um dos principais pontos de atenção é o ritmo de plantio da soja e seus possíveis reflexos sobre a janela de cultivo do milho de 2ª safra de 2027. Mais de 50% da área prevista para a oleaginosa já havia sido semeada, percentual acima da média histórica.
Ainda assim, a seguradora acompanha a evolução das chuvas e das temperaturas, uma vez que déficits hídricos e calor excessivo podem comprometer o desenvolvimento das lavouras e provocar necessidade de replantio. A BB Seguridade também monitora riscos de danos patrimoniais no Sul e no Sudeste, especialmente em áreas litorâneas, onde podem ocorrer enchentes, desabamentos e deslizamentos. Apesar desses fatores de risco, a avaliação da companhia é de que os eventos climáticos, considerados em conjunto, não devem provocar impacto relevante sobre o resultado de 2026. Para 2027, a empresa trabalha com perspectiva de aumento da sinistralidade, mas sem uma elevação expressiva. O cenário considera a possibilidade de continuidade das condições climáticas adversas e seus reflexos sobre a atividade agrícola e os demais segmentos segurados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.