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04/Nov/2026

COP31: ações para reduzir uso de fósseis e desmate

Às vésperas da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), na Turquia, a presidência brasileira da COP30 apresentou, nesta terça-feira (03/11), os chamados Mapas do Caminho, com propostas para avançar em duas frentes da agenda ambiental: a transição para longe dos combustíveis fósseis e a redução do desmatamento. Os documentos reúnem roteiros e planos estratégicos para viabilizar compromissos e metas climáticas, sem a necessidade de reabrir negociações ou revisar acordos anteriores. A iniciativa integra a estratégia do governo brasileiro para avançar em temas considerados sensíveis nas discussões internacionais sobre o clima, diante dos impasses nas negociações formais. A transição energética, por exemplo, não chegou a ser incluída na pauta de negociações por falta de consenso entre os países.

A presidência da COP30 reconheceu a resistência de parte da comunidade internacional à elaboração dos documentos, que têm caráter de contribuição e não constituem compromissos formais. O Mapa do Caminho sobre a Transição para o Afastamento dos Combustíveis Fósseis nos Sistemas Energéticos apresenta três propostas para acelerar a implementação desse objetivo. A primeira recomenda que os países avaliem a exposição de suas economias aos combustíveis fósseis, com base no Belém Índice de Prontidão para a Transição. O documento também propõe uma agenda coletiva de ações coordenadas até 2033 e a continuidade do diálogo e da cooperação internacional sob as próximas presidências das conferências climáticas. O segundo documento, denominado Mapa do Caminho da Presidência da COP30 para Ampliar Esforços para Parar e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030, identifica cinco áreas estratégicas para acelerar a proteção das florestas: conservação; manejo florestal sustentável, agrofloresta e bioeconomia; combate à degradação florestal; combate ao desmatamento; e restauração, reflorestamento e florestamento.

A proposta organiza as ações conforme diferentes características dos desafios florestais, com instrumentos específicos para cada situação, em vez de estabelecer uma solução única. A abordagem busca ampliar as possibilidades de implementação e mobilizar diferentes frentes de atuação para interromper e reverter a perda de cobertura florestal até 2030. Os Mapas do Caminho representam uma tentativa da presidência brasileira de manter os temas na agenda climática internacional e estimular a cooperação entre os países, mesmo diante da ausência de consenso para transformá-los em compromissos negociados formalmente. A continuidade do diálogo nas próximas presidências da COP será um dos elementos para avaliar a capacidade de os roteiros influenciarem a implementação das metas ambientais.

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirmou, nesta terça-feira (03/111), que os Mapas do Caminho não são um instrumento de negociação vinculante para a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), que começa nesta sexta-feira (06/11), em Antália, na Turquia. Marina explicou que os documentos são contribuições do Brasil que podem ser incorporadas voluntariamente pelos países. As iniciativas tratam de dois compromissos: transição para longe de combustíveis fósseis e redução do desmatamento. Marina citou Noruega e França como países que estão desenvolvendo iniciativas próprias.

"Não é impositivo, mas é um caminho que nós não podemos deixar por menos, porque nós já estamos vivendo sob os efeitos da mudança do clima", acrescentou. A deputada federal, candidata derrotada nas eleições ao Senado por São Paulo, tem sido cotada para voltar ao Ministério do Meio Ambiente no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito na semana passada. Marina integrará a delegação da Câmara dos Deputados na COP da Turquia, mas deve se encontrar com Lula durante o evento. O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, disse que os Mapas do Caminho mostram o compromisso do Brasil com o multilateralismo. "Os Mapas do caminho criam uma plataforma e um processo, além de mostrar como avançar em pequenos aspectos às vezes", ressaltou.

Entidades ambientalistas elogiaram o teor dos "Mapas do Caminho", divulgados pela presidência brasileira da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). Mas também cobraram esforços para incentivar outros países a aderirem aos compromissos. Os dois documentos apresentam roteiros e planos estratégicos para avançar em duas frentes centrais na agenda climática: a redução do desmatamento e a transição para longe dos combustíveis fósseis. Os instrumentos são parte de uma estratégia do governo brasileiro para avançar em pontos sensíveis das discussões climáticas, porque não demandam a abertura de negociações formais ou revisão de acordos passados. Por não serem vinculantes, dependem da adesão voluntária dos países.

A solução foi uma ideia da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que convenceu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a apresentá-los durante a COP de Belém. Para a rede de organizações ambientalistas Observatório do Clima, o Mapa do Caminho sobre combustíveis fósseis mostra que "não há mais justificativa" para que os países mantenham a dependência em petróleo, gás e carvão. Em nota, a entidade diz que o mecanismo enfrenta um "problema enorme" que pode ser atacado em frentes paralelas, mas dá aos governos flexibilidade sobre como fazê-lo. Com este mapa, a Presidência da COP30 encerra seu mandato devolvendo a bola aos países. Acabaram as desculpas: cada país pode e deve fazer seu diagnóstico para se situar nesse mapa e começar a lição de casa já", afirma o Observatório do Clima.

A organização defende ainda que o Brasil precisa "dar o exemplo" ao publicar seu próprio mapa do caminho nacional, com autoavaliação completa e diagnósticos para garantir a implementação. A transição para longe dos combustíveis fósseis é urgente, necessária e complexa, mas não é um “bicho de sete cabeças” e o mapa mostra vários caminhos para chegar até ela. O "Mapa do Caminho sobre a Transição para o Afastamento dos Combustíveis Fósseis nos Sistemas Energéticos" estabelece propostas para acelerar a implementação do objetivo. A primeira delas sugere aos países que calculem a exposição de suas economias aos combustíveis fósseis, a partir do Belém Índice de Prontidão para a Transição. O documento também indica uma agenda coletiva de ações coordenadas para o período até 2033.

Até 2028, a meta é que os países elaborem seus planos nacionais de como pretendem atuar para eliminar a dependência de combustíveis fósseis para a energia. Já o "Mapa do Caminho da Presidência da COP30 para Ampliar Esforços para Parar e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030" identifica cinco áreas estratégicas para acelerar a proteção das florestas: conservação; manejo florestal sustentável, agrofloresta e bioeconomia; combate à degradação florestal; combate ao desmatamento; e restauração, reflorestamento e florestamento. O Greenpeace Brasil disse que os documentos devem servir de estímulos para que os países adotem seus próprios roteiros. A entidade também exorta a presidência da COP 31 para que faça um chamado que incentive a adesão da comunidade internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.