04/Nov/2026
Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuou 0,3 ponto em outubro ante setembro, para 89,8 pontos, registrando a quarta queda consecutiva. Nas médias móveis trimestrais, o indicador também manteve a trajetória negativa, com redução de 0,6 ponto, a segunda baixa consecutiva. Na comparação com outubro de 2025, houve queda de 0,6 ponto. O resultado indica continuidade do enfraquecimento da percepção empresarial sobre o nível de atividade econômica no início do quarto trimestre, com destaque negativo para a indústria. As avaliações sobre a situação corrente dos negócios permaneceram em trajetória de deterioração, enquanto as perspectivas para os próximos meses apresentaram melhora.
Com isso, o Índice de Expectativas (IE) superou o Índice da Situação Atual (ISA) pela primeira vez desde setembro de 2024. Entretanto, a recuperação das expectativas foi concentrada na avaliação da tendência dos negócios seis meses à frente, o que dificulta distinguir uma melhora efetiva das perspectivas de um possível efeito associado ao encerramento do período eleitoral. O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) caiu 1,1 ponto em outubro ante setembro, para 89,6 pontos, acumulando perda de 4,5 pontos nos últimos quatro meses. Entre seus componentes, o indicador de satisfação com a situação atual dos negócios recuou 1,2 ponto, para 87,8 pontos, enquanto o indicador de nível de demanda no momento presente diminuiu 1,0 ponto, para 91,4 pontos.
Em sentido contrário, o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) avançou 0,6 ponto no mês, para 90,2 pontos, interrompendo uma sequência de três meses de quedas, período em que acumulou perda de 1,5 ponto. O indicador de otimismo com a demanda para os três meses seguintes permaneceu estável em 87,2 pontos. Já o componente que mede as expectativas em relação à evolução dos negócios seis meses à frente aumentou 1,2 ponto, para 93,4 pontos. Entre os setores pesquisados, a confiança empresarial aumentou em três dos quatro segmentos em outubro. O Comércio apresentou a maior alta, de 1,8 ponto, para 83,1 pontos. Os indicadores de Serviços e Construção registraram avanços de 0,1 e 0,2 ponto, para 88,2 e 90,7 pontos, respectivamente. Na Indústria, a confiança recuou 0,3 ponto, para 91,0 pontos, configurando o principal resultado negativo entre os setores.
A disseminação das altas também apresentou melhora. Em outubro, houve avanço da confiança em 24 dos 49 segmentos que integram o ICE, resultado superior ao observado no mês anterior. O destaque foi o setor de Serviços, no qual 54% dos segmentos registraram aumento do indicador. O Índice de Confiança Empresarial reúne os resultados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção, considerando pesos proporcionais à participação de cada setor na economia, com base em informações das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador busca oferecer uma avaliação mais abrangente e consistente do ritmo da atividade econômica. A coleta de dados da edição de outubro de 2026 foi realizada entre os dias 1º e 27 do mês. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.