23/Oct/2026
O dólar registrou leve alta frente ao Real nesta quinta-feira (22/10), acompanhando a valorização da moeda norte-americana em relação a divisas de países emergentes. O mercado internacional foi marcado pela aversão ao risco, diante de preocupações com o financiamento de investimentos em inteligência artificial (IA) e da nova escalada dos preços do petróleo. No Brasil, o comportamento do câmbio também permaneceu condicionado às incertezas em torno da disputa presidencial, embora o Real tenha apresentado desempenho semelhante ao de outras moedas latino-americanas. Após oscilar pouco mais de R$ 0,03 entre a mínima de R$ 5,02 e a máxima de R$ 5,05, o dólar encerrou a R$ 5,03, alta de 0,23%.
A moeda acumulou dois dias consecutivos de valorização, mas ainda registrou queda de 0,67% na semana e recuo de 2,62% em outubro. No cenário eleitoral, as pesquisas mais recentes mantiveram o quadro de empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O movimento de aversão ao risco foi determinado principalmente por fatores externos, como os questionamentos sobre o crédito destinado ao setor de inteligência artificial e a alta do petróleo. No mercado doméstico, o câmbio apresentou estabilização após a reversão parcial, na semana anterior, da euforia associada ao resultado do primeiro turno das eleições.
As perspectivas para o dólar permanecem sensíveis ao resultado eleitoral, sobretudo em razão das expectativas relacionadas à política fiscal. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,14%, aos 101,637 pontos, pressionado principalmente pela queda de aproximadamente 0,80% da moeda norte-americana frente ao iene. Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) caíram em diferentes vencimentos, refletindo a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros. O petróleo também contribuiu para o aumento da cautela nos mercados.
O contrato do Brent para dezembro encerrou em alta de 4%, a US$ 113,17 por barril, atingindo os maiores níveis desde maio, em meio à intensificação dos ataques entre os Houthis, grupo aliado ao Irã, e a Arábia Saudita. A escalada das cotações ampliou as preocupações com os efeitos sobre o crescimento econômico global, além dos riscos inflacionários. A queda dos rendimentos dos títulos norte-americanos refletiu uma busca por proteção em meio às preocupações com o setor de tecnologia. A alta do petróleo acrescentou um fator de risco ao cenário internacional, ao aumentar a possibilidade de desaceleração econômica em um ambiente já marcado pela incerteza sobre os investimentos em inteligência artificial. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.