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21/Oct/2026

PR: excesso de chuvas impacta na safra de grãos

Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral/Seab), o excesso de chuvas no Paraná está atrasando a semeadura da soja, comprometendo a qualidade do trigo no campo e reduzindo a janela ideal de plantio do milho 2ª safra de 2027 além de elevar os custos de produção no Estado. A semeadura da soja alcançou 39% da área prevista de 5,7 milhões de hectares até o fim da primeira quinzena de outubro. A continuidade dos trabalhos de campo tem sido prejudicada pelas condições climáticas. Em setembro, 14 estações do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) registraram o maior volume acumulado de chuvas para o mês em mais de 25 anos de série histórica.

Os efeitos do excesso de precipitações ultrapassam as lavouras e afetam o planejamento financeiro das propriedades rurais, com aumento das despesas, comprometimento da renda e maior dificuldade para organizar as operações agrícolas. No noroeste do Estado e no vale do Ivaí, produtores relatam atrasos de aproximadamente 20 dias na semeadura e emergência irregular das lavouras de soja. A elevada umidade do solo também exige a reaplicação de herbicidas para o controle de buva, com custo adicional de R$ 200 por hectare nas áreas afetadas. Além de elevar os gastos com insumos, as condições dificultam o enraizamento das plantas e restringem o tráfego de máquinas para a aplicação de defensivos. No trigo, a umidade interrompeu a colheita e comprometeu parâmetros de qualidade dos grãos, como o peso hectolítrico (PH) e o Falling Number, ou número de queda.

A redução desses indicadores levou à desclassificação de lotes destinados à indústria de panificação e diminuiu o valor recebido pelos produtores. O recebimento de cereal com elevado teor de umidade também provocou filas e superou a capacidade de secagem de cooperativas regionais. O atraso no ciclo da soja tem implicações para o calendário da cultura seguinte, uma vez que pode reduzir o período disponível para a implantação do milho de 2ª safra. Diante desse cenário, produtores projetam estender o plantio até a primeira quinzena de março, ampliando o risco de semeadura fora da janela considerada ideal e os desafios para o planejamento da produção estadual. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.