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19/Oct/2026

Amazônia: Rondônia reduz os focos de incêndio

Rondônia é o único Estado da Amazônia a registrar redução no número de focos de incêndio em relação aos anos anteriores, mas continua afetado pela fumaça proveniente de queimadas em Estados vizinhos, principalmente Amazonas e Pará. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que, no acumulado de janeiro a outubro, os focos de incêndio em Rondônia recuaram 32,8%, de 1.013 em 2025 para 680 em 2026. Apesar da redução, Porto Velho enfrenta episódios de elevada concentração de fumaça. No dia 14 de outubro, a capital amanheceu encoberta por uma densa camada de poluentes, que reduziu a visibilidade do Rio Madeira e de outros pontos importantes da cidade.

O Índice de Qualidade do Ar (IQA) atingiu 120 pontos na plataforma internacional IQAir, nível considerado prejudicial à saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios. Em alguns momentos, a poluição na capital rondoniense superou a registrada em Manaus (AM). A situação é agravada pela seca severa que atinge a região e que, segundo especialistas, está associada ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico. A influência climática prolongou o período de estiagem, que normalmente termina em setembro, em diferentes áreas da Amazônia.

Autoridades também registram denúncias de incêndios criminosos e de atividades de manejo do fogo que saem do controle. A fumaça das queimadas contém bilhões de micropartículas suspensas, conhecidas como material particulado, que podem se dispersar por milhares de quilômetros na troposfera. Em razão dessa dispersão, não há medida humana capaz de eliminar diretamente a fumaça já espalhada pela atmosfera. A solução definitiva depende da extinção dos focos que continuam emitindo poluentes. Para reduzir a exposição, as autoridades recomendam a criação de ambientes internos com ar limpo em residências e edifícios, utilizando purificadores equipados com filtros HEPA, capazes de reter partículas finas da fumaça.

Também é indicado manter portas e janelas fechadas e utilizar o ar-condicionado no modo de recirculação, para limitar a entrada contínua de ar contaminado do exterior. A Prefeitura de Porto Velho emitiu um alerta com orientações preventivas para reduzir os riscos à saúde. As recomendações incluem aumentar a ingestão de água ao longo do dia, utilizar máscaras de proteção, especialmente por pessoas com doenças respiratórias, umidificar os ambientes com toalhas molhadas ou recipientes com água e evitar a realização de queimadas. A Justiça estabeleceu prazo de dez dias para que a União, o Amazonas e o Pará apresentem planos, medidas, recursos e estruturas utilizados no combate às queimadas nos dois Estados.

A decisão, publicada no dia 13 de outubro, atende a uma ação popular ambiental relacionada à litigância climática, que questiona uma suposta omissão dos réus no enfrentamento dos incêndios. O Ministério do Meio Ambiente informou que 330 brigadistas e 11 aeronaves atuam no combate às chamas e que os Estados tiveram acesso a recursos do Fundo Amazônia. O governo do Amazonas, por sua vez, estabeleceu a proibição do uso do fogo no território estadual por 120 dias e mantém ações de fiscalização. O Pará informou ter sido notificado e que prestará esclarecimentos à Justiça. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.