19/Oct/2026
O Fundo Amazônia destinará R$ 147,6 milhões ao projeto SIM-Biomas (Sistema Integrado para Monitoramento da Vegetação Natural dos Biomas Brasileiros), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), para ampliar o monitoramento da vegetação nativa no Brasil. A iniciativa foi aprovada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), gestor do Fundo, em coordenação com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O projeto prevê a integração de sistemas de monitoramento, o aprimoramento da detecção de incêndios e desmatamento e a ampliação da cobertura de alertas ambientais para os biomas brasileiros. O Inpe utilizará inteligência artificial para tornar o monitoramento ambiental mais rápido e preciso, além de antecipar riscos. A iniciativa prevê a criação de indicadores de curto prazo para desmatamento, degradação da vegetação e incêndios. O sistema Deter, que atualmente monitora a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal, será expandido para a Caatinga, a Mata Atlântica e o Pampa.
A resolução do monitoramento de áreas queimadas também será ampliada, passando de 1 quilômetro para 30 metros em todos os biomas brasileiros. A execução do projeto ficará a cargo da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate), com responsabilidade técnica do Inpe. O apoio financeiro será não reembolsável, e o prazo previsto para execução é de 60 meses. Uma das principais frentes de trabalho será a integração dos sistemas Prodes e Deter. O Prodes é utilizado para calcular as taxas de perda de vegetação nativa, enquanto o Deter produz alertas em tempo quase real para apoiar ações de fiscalização e controle do desmatamento e da degradação ambiental. Com a automação da análise de imagens e o emprego de inteligência artificial, o projeto pretende combinar a precisão espacial do Prodes com a rapidez do Deter. Também estão previstas a automatização da detecção de alertas e a criação de um sistema integrado que aumente a frequência de divulgação das informações do Prodes, inclusive com dados intra-anuais.
O BNDES também ampliou a atuação do Fundo Amazônia na prevenção e no combate a incêndios florestais e queimadas não autorizadas. Até o momento, foram contratados R$ 521 milhões para ações em 14 estados e três biomas, reforçando o financiamento de iniciativas de prevenção e resposta a ocorrências ambientais. Durante a apresentação do projeto, o governo divulgou os dados de desmatamento acumulado entre agosto de 2025 e julho de 2026. Segundo o Prodes, os índices de perda de vegetação nativa na Amazônia e no Cerrado atingiram os menores níveis das respectivas séries históricas no período de 12 meses. Os resultados foram apresentados pelo MMA e pelo Inpe. Em conjunto, os dois biomas respondem por 85% do desmatamento registrado no País. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.