16/Oct/2026
As áreas de pastagem no entorno das regiões protegidas da Amazônia aumentaram 556% entre 1985 e 2025, evidenciando a expansão da atividade pecuária nas áreas de influência desses territórios. Os dados integram a Coleção 11 do MapBiomas, que reúne mapas anuais da cobertura e do uso da terra no Brasil ao longo de quatro décadas. A pastagem também se consolidou como o principal uso da terra identificado após o desmatamento da floresta. Em média, 77% das áreas que perderam vegetação nativa tiveram a pastagem como primeiro uso registrado após a conversão. Ao final da série histórica, em 2025, 37,7 milhões de hectares estavam ocupados por pastagens, demonstrando a relevância da pecuária na transformação da cobertura vegetal amazônica. Embora em menor escala, a agricultura também apresentou expansão expressiva no período. A área agrícola passou de 161 mil hectares, em 1985, para 8,6 milhões de hectares, em 2025.
No mesmo intervalo, a área cultivada com soja aumentou de 1,4 mil hectares para 7 milhões de hectares, indicando o avanço da produção de grãos na região. As áreas com maior concentração de atividades agropecuárias estão localizadas no entorno de parques e outras áreas protegidas, além de corredores rodoviários. Nos territórios situados a até 5 quilômetros das estradas, a agropecuária ocupa 40,2% da área. A infraestrutura viária amplia o acesso a regiões anteriormente isoladas, favorecendo a ocupação territorial e a expansão das atividades produtivas. Os dados do MapBiomas evidenciam a associação entre a expansão da infraestrutura de transporte, a conversão da vegetação nativa e o avanço da agropecuária na Amazônia. A predominância das pastagens como primeiro uso após o desmatamento e o crescimento das áreas agrícolas reforçam a importância do monitoramento da mudança de uso da terra e da fiscalização no entorno de áreas protegidas e ao longo das estradas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.