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14/Oct/2026

Brasil: 700 aberturas de mercados a produtos do Agro

O Brasil alcançou a marca de 700 aberturas de mercados para produtos agropecuários nacionais em cerca de 100 países desde 2023. O resultado foi divulgado pelo Ministério da Agricultura em cerimônia realizada nesta terça-feira (13/10). O ritmo acumulado equivale, em média, à abertura de um novo mercado a cada dois dias, considerando as autorizações sanitárias concedidas para a entrada de produtos brasileiros em destinos internacionais. As aberturas acumuladas já geraram US$ 4 bilhões em exportações de produtos agropecuários brasileiros. Entre os destaques estão a autorização para exportação de carne bovina ao México e de sorgo à China. A ampliação dos destinos comerciais aumenta as alternativas para o escoamento da produção nacional em um cenário internacional marcado por incertezas geopolíticas e tarifas elevadas, reduzindo a dependência de mercados específicos.

Países que contam com adidos agrícolas brasileiros responderam por dois terços das aberturas realizadas. O resultado está associado à estratégia de atuação comercial voltada à prospecção ativa de novos destinos, com iniciativas para identificar oportunidades e avançar nas negociações sanitárias. Além disso, um em cada cinco produtos contemplados nas aberturas corresponde a itens não tradicionais, como guaraná em pó para a Malásia, ampliando a diversificação da pauta exportadora agropecuária. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que os novos mercados abertos tenham gerado US$ 5,2 bilhões em exportações, valor superior ao contabilizado pelo Ministério da Agricultura.

A agência também projeta potencial de superar US$ 80 bilhões em exportações nos próximos quatro anos, indicando espaço para ampliar os resultados comerciais à medida que os mercados habilitados se convertam em fluxos regulares de negócios. A evolução das aberturas reforça a importância da habilitação sanitária como instrumento de acesso ao comércio internacional. A conversão das autorizações em exportações efetivas, contudo, depende da capacidade de oferta, da competitividade dos produtos brasileiros, das condições de demanda e do cumprimento das exigências sanitárias e comerciais de cada destino. A diversificação geográfica e de produtos pode ampliar as oportunidades para o agronegócio brasileiro, embora os resultados projetados dependam da consolidação dos novos mercados.

O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou que o governo Lula contabiliza 700 aberturas de mercado contra 241 do governo anterior. De Paula disse ainda que o PIB agropecuário cresceu oito vezes mais no governo Lula ante o governo anterior. “Planejamos chegar a 29% do PIB agropecuário neste ano. A safra 2026/27 deve ter 366 milhões de toneladas”, acrescentou. Segundo o ministro, o Brasil terminará o ano como o maior exportador mundial de alimentos. “Exportamos US$ 169 bilhões no acumulado do ano, US$ 2 bilhões abaixo dos Estados Unidos, mas terminaremos o ano como maior exportador de alimentos”, afirmou De Paula. O ministro acrescentou ainda que a pasta seguirá avançando nas aberturas de mercado para produtos agropecuários.

De Paula citou a autorização chinesa para o Brasil exportar miúdos suínos. “Em cada US$ 3 que entram no Brasil, US$ 1 vem da China. É três vezes mais que dos Estados Unidos, apontou. “Tenho otimismo que este anúncio será sucedido por novos anúncios para a agropecuária”, estimou. O ministro citou também o investimento do governo no Plano Safra. “Esse governo investiu mais de R$ 610 bilhões no Plano Safra atual para agricultura empresarial e familiar. Nos quatro anos de governo Lula, foram investidos mais de R$ 1 trilhão. Isso dá conta da importância que conferimos ao agro brasileiro”, defendeu. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.