14/Oct/2026
As exportações brasileiras crescem, em média, 10,5% em 2026, em um cenário de barreiras tarifárias e não tarifárias, tensões geopolíticas e desafios nas relações comerciais com os Estados Unidos. O avanço ocorre em meio à ampliação da diplomacia econômica e comercial e à abertura de novos mercados para produtos nacionais. Os dados foram apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) durante cerimônia do Ministério da Agricultura que marcou a abertura de 700 mercados para produtos agropecuários brasileiros desde 2023. Segundo o MDIC, a corrente de comércio brasileira registra expansão em praticamente todos os destinos comerciais, movimento que abrange diferentes setores da economia, além do agronegócio.
O desempenho indica a continuidade do crescimento das operações externas mesmo diante de um ambiente internacional marcado pelo aumento de restrições comerciais e pela maior complexidade das negociações entre países. Os acordos comerciais também contribuem para ampliar as oportunidades de exportação. De acordo com o ministério, desde maio de 2026, o acordo entre Mercosul e União Europeia esteve associado a uma expansão de 30% das exportações brasileiras. A ampliação das relações comerciais do Mercosul com Singapura e com os países integrantes da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) também integra a estratégia de diversificação dos destinos e de ampliação das preferências tarifárias. Com esses acordos, a proporção de produtos brasileiros classificados pela Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) com preferências tarifárias deve passar de 12% para 30%.
Nas relações com os Estados Unidos, o Brasil enfrenta um cenário mais delicado em razão das tarifas adicionais aplicadas sobre produtos brasileiros. A medida aumenta os desafios de acesso ao mercado norte-americano e reforça a importância de diversificar destinos, ampliar acordos comerciais e fortalecer os canais de negociação bilateral. A estratégia brasileira prevê a continuidade do diálogo com os Estados Unidos, sem abandonar as negociações comerciais nem comprometer os interesses nacionais e do setor produtivo. A evolução das exportações e a ampliação da cobertura de preferências tarifárias dependerão da implementação dos acordos, das condições de acesso aos principais mercados e da capacidade das empresas brasileiras de aproveitar as oportunidades comerciais abertas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.