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08/Oct/2026

Preços agropecuários aceleram alta em setembro

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os preços dos produtos agropecuários no âmbito do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) aceleraram de 2,92% em agosto para 3,06% em setembro, contribuindo para a alta do indicador no período e para a pressão sobre os preços no varejo. No atacado, os preços industriais avançaram 1,57% em setembro, após recuo de 0,85% em agosto. No acumulado do ano, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) agropecuário registra alta de 5,17%, enquanto o IPA industrial acumula avanço de 2,99%. Em 12 meses, as altas são de 3,34% para os produtos agropecuários e de 3,33% para os industriais. O IGP-DI acelerou de 0,06% em agosto para 1,50% em setembro.

O movimento foi impulsionado principalmente pelos avanços dos preços ao produtor e ao consumidor. No IPA, a taxa passou de alta de 0,10% para 1,95% em setembro, com destaque para as commodities agrícolas, especialmente soja, farelo de soja e milho, além do reajuste da gasolina automotiva. No Índice de Preços ao Consumidor (IPC), a pressão veio principalmente do grupo Habitação, em razão da elevação da tarifa de eletricidade residencial após o encerramento dos efeitos dos descontos concedidos em decorrência do Bônus de Itaipu. Os alimentos in natura também contribuíram para a aceleração, com destaque para os aumentos dos preços do tomate e da batata-inglesa.

Em sentido contrário, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou de alta de 0,66% em agosto para 0,22% em setembro. O movimento foi favorecido pelo arrefecimento dos custos de mão de obra na construção, cuja variação passou de 1,12% para 0,32%. O comportamento do IGP-DI em setembro evidencia a maior contribuição dos preços agropecuários e das commodities agrícolas para a aceleração dos preços no atacado, enquanto a alta de itens de alimentação in natura e de energia elétrica ampliou a pressão no varejo. No acumulado do ano, a alta do IPA agro permanece acima da registrada pelo IPA industrial, refletindo a maior contribuição dos produtos agropecuários para a inflação medida pelos preços ao produtor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.