08/Oct/2026
O 5º leilão do Programa Eco Invest Brasil recebeu 23 propostas de 6 instituições financeiras, com demanda total de R$ 181,3 bilhões entre fundos de inovação e crédito corporativo. Desse montante, R$ 49,95 bilhões foram homologados para mobilizar investimentos em seis cadeias produtivas vinculadas à inovação e à transformação ecológica no País, por meio de fundos, crédito corporativo e recursos não reembolsáveis. O resultado da rodada foi homologado em 7 de outubro pelo Comitê Executivo do Eco Invest, formado pelos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O programa busca mobilizar investimentos privados para projetos sustentáveis de longo prazo no Brasil, com foco na atração de capital nacional e externo, e integra o Plano de Transformação Ecológica. Nesta rodada, cada instituição financeira disputou uma das cadeias estratégicas com base na capacidade de mobilização de capital privado. A partir dos aportes do Tesouro Nacional, os bancos deverão mobilizar quase quatro vezes o valor em recursos privados.
Participaram Banco do Brasil, Bradesco, Citibank, HSBC, Itaú e Santander. Ao final, Bradesco, HSBC, Itaú e Santander foram selecionados para estruturar os fundos e as operações nas seis cadeias contempladas. As instituições selecionadas serão responsáveis pela constituição dos fundos de inovação destinados a projetos das cadeias elegíveis e pela oferta de crédito corporativo. As linhas de financiamento seguirão o modelo adotado nos leilões anteriores, com crédito direto a empresas preparadas para ampliar a produção. Como contrapartida, os bancos também deverão direcionar recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica. Para essa frente, estão previstos, no primeiro ano, pelo menos R$ 250 milhões em doações a universidades e institutos de ciência e tecnologia que desenvolvam pesquisas e projetos relacionados às cadeias elegíveis. A combinação de fundos, crédito e recursos não reembolsáveis busca aproximar o desenvolvimento de novas tecnologias de sua aplicação em escala produtiva.
O maior volume potencial de investimentos foi direcionado à circularidade de resíduos minerais e industriais para insumos, com R$ 11 bilhões. O Bradesco foi selecionado para constituir o fundo dessa cadeia e venceu nas áreas de fertilizantes verdes, bioinsumos e proteínas alternativas, com potencial de R$ 9 bilhões, e de biomateriais e química verde, com R$ 8,5 bilhões. O Itaú foi selecionado para a cadeia de automação e inteligência artificial aplicadas a processos produtivos e tecnológicos, com potencial de R$ 9,75 bilhões. O Santander venceu na cadeia de beneficiamento de minerais críticos, baterias e mobilidade elétrica, com R$ 6,5 bilhões, enquanto o HSBC foi selecionado para combustíveis verdes avançados, biogás e biometano, com R$ 5,2 bilhões. Entre as atividades indicadas pelos bancos como potenciais receptoras de investimentos, reciclagem e valorização de resíduos concentram R$ 8,8 bilhões, enquanto automação, robótica e manufatura inteligente reúnem cerca de R$ 8,11 bilhões. Biofertilizantes, bioinsumos e biodefensivos representam R$ 7,2 bilhões, e baterias e sistemas de armazenamento de energia, R$ 4,55 bilhões.
Do capital público catalítico alocado, R$ 9 bilhões serão destinados aos fundos de inovação e R$ 4,2 bilhões ao crédito corporativo. Os critérios da rodada também priorizaram propostas com maior participação de capital estrangeiro e maior proporção de financiamento para projetos desenvolvidos em parceria com universidades e Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTIs), além de iniciativas de aquisição e internalização de tecnologia de empresas internacionais de base tecnológica. A estrutura do 5º leilão amplia a utilização de recursos públicos como instrumento de mobilização de capital privado e direciona financiamento para segmentos relacionados à transformação tecnológica e ecológica. Para o agronegócio, a inclusão de fertilizantes verdes, bioinsumos, biodefensivos, biomateriais, biogás e biometano entre as cadeias e atividades elegíveis amplia as possibilidades de investimento em tecnologias capazes de reduzir custos, aumentar a eficiência produtiva e diversificar a matriz de insumos e energia. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.