08/Oct/2026
Empresas, startups, instituições públicas e outras organizações que desenvolvem soluções para o agronegócio passam a contar com uma área de 7,7 hectares na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para testar tecnologias em condições reais de campo. O espaço foi disponibilizado pelo Parque Científico e Tecnológico da universidade e conta com infraestrutura laboratorial e administrativa destinada ao suporte de projetos de pesquisa e inovação agrícola. A iniciativa resulta de uma parceria entre o Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, gerenciado pela Agência de Inovação Inova Unicamp, e o Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA).
A integração amplia a atuação do ecossistema de inovação da universidade para o setor agrícola, além das áreas de tecnologia e inovação industrial tradicionalmente atendidas pelo Parque. As propostas podem ser apresentadas a qualquer momento por meio de edital de fluxo contínuo disponível no site do Parque da Unicamp. Os projetos serão submetidos à avaliação de uma comissão, que considerará critérios como viabilidade técnica e econômica, potencial de inovação, capacidade financeira do proponente e sustentabilidade ambiental. O CPQBA desenvolve pesquisas nas áreas de agricultura, biotecnologia e química aplicada.
Com a integração ao Parque Científico e Tecnológico, o centro passa a disponibilizar campos experimentais e infraestrutura para empresas interessadas em desenvolver projetos diretamente no campo, combinando a capacidade científica da Unicamp com a estrutura de inovação do setor produtivo. A iniciativa amplia as possibilidades de testes e validação de tecnologias agrícolas em condições reais de produção, o que pode contribuir para reduzir etapas entre o desenvolvimento de uma solução e sua aplicação comercial. A estrutura também permite maior integração entre empresas, startups, pesquisadores e instituições públicas em projetos voltados ao desenvolvimento de soluções para o agronegócio.
O período de permanência na área será definido de acordo com as características de cada projeto. O contrato inicial poderá ser prorrogado por até 60 meses, enquanto o período total de permanência poderá alcançar 120 meses, desde que haja interesse entre as partes. O edital estabelece ainda requisitos de sustentabilidade ambiental e proíbe a utilização de defensivos agrícolas sintéticos nos projetos desenvolvidos na área. A restrição direciona o espaço para soluções compatíveis com os critérios ambientais estabelecidos pela iniciativa e reforça a integração entre inovação tecnológica, pesquisa aplicada e sustentabilidade no desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.