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08/Oct/2026

Fim da escala 6x1: empresas alertam para riscos

As confederações empresariais manifestaram preocupação com a inclusão na pauta do Congresso Nacional da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, embora reconheçam a legitimidade da discussão sobre o tema. Uma mudança dessa dimensão exige tempo e amplo debate, considerando seus possíveis efeitos sobre a economia, os investimentos e a criação de empregos formais. O posicionamento é assinado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional do Transporte (CNT), Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e Organização das Cooperativas do Brasil (OCB).

As entidades consideram que uma matéria com impactos relevantes sobre os setores econômicos não deveria ser votada sem discussão ampla e aprofundada, especialmente em um período marcado pela pressão das urnas. Segundo as confederações, o fim da escala 6x1 teria efeitos significativos sobre segmentos como indústria, comércio, transporte, agricultura, cooperativismo, saúde e serviços em geral. Entre os principais impactos apontados estão o aumento dos custos de produção, a redução das contratações formais e a consequente pressão adicional sobre a inflação. Os preços ao consumidor poderiam subir, em média, 6,2% caso ocorra redução do limite de horas semanais. Os custos de produção poderiam aumentar em até R$ 267,2 bilhões, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro poderia registrar retração de 0,7%.

Os cálculos reforçam a avaliação das entidades de que a alteração da jornada de trabalho teria efeitos abrangentes sobre custos, preços, emprego e atividade econômica. As confederações também consideram inoportuna a votação da PEC antes do segundo turno das eleições. A avaliação é de que a discussão deveria ocorrer posteriormente, em um ambiente que permita analisar os impactos da medida sobre produtividade, competitividade, inflação, investimentos e mercado de trabalho. As entidades sustentam que o Brasil precisa preservar condições de produtividade e competitividade para ampliar sua participação nos mercados, especialmente diante dos desafios econômicos que deverão permanecer no período pós-eleitoral. Nesse contexto, avaliam que eventuais correções de rumo na política econômica poderão afetar a inflação e o desempenho da economia brasileira. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.