08/Oct/2026
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou nesta quarta-feira (07/10) que o Estreito de Ormuz permanece fechado e sob controle das Forças Armadas iranianas. A situação será mantida até que as "reivindicações legítimas" de Irã sejam atendidas. As forças iranianas irão bloquear rotas consideradas ilegais na região. As limitações atuais ao alcance dos armamentos iranianos decorrem de uma decisão política, e não de restrições técnicas. O alcance das armas poderá ser ampliado caso haja autorização do líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei. Como os armamentos são produzidos internamente, o Irã pode ampliar seu alcance e poder de acordo com as necessidades do campo de batalha. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira (07/10) ao presidente russo, Vladimir Putin, que está preparado para alcançar um acordo "equilibrado e justo" com os Estados Unidos, mas acusou o governo norte-americano de adotar uma "postura maximalista nas negociações" em Islamabad, no Paquistão.
"Nossa linha vermelha são os interesses nacionais e os direitos do povo iraniano. Se os Estados Unidos respeitarem os marcos jurídicos internacionais, alcançar um acordo não estará fora de alcance", disse Pezeshkian. Para ele, o maior obstáculo a um entendimento é a postura norte-americana. Pezeshkian afirmou ainda que o Irã está disposto a cooperar com países vizinhos para construir uma arquitetura regional de paz e segurança sem a participação de potências externas. Putin, por sua vez, criticou o que chamou de "dois pesos e duas medidas" de países ocidentais e defendeu o respeito à soberania e à integridade territorial iranianas. O presidente russo também apoiou a reivindicação do Irã por compensações pelos danos dos ataques e por garantias de segurança de longo prazo para evitar uma nova ofensiva.
Os dois líderes também defenderam o aprofundamento da parceria estratégica entre Rússia e Irã. Ainda, os rebeldes Houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, reivindicaram nesta quarta-feira (07/10) novos ataques a aeroportos e instalações militares na Arábia Saudita, à medida que o reino é arrastado mais profundamente para a mais recente frente do conflito envolvendo o Irã, situação que também ameaça uma alternativa crucial de navegação ao Estreito de Ormuz. Os Houthis lançaram mísseis balísticos e drones contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad. O porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os Houthis informou que um míssil balístico foi interceptado ao norte de Riad. Houve uma breve interrupção nos voos, segundo o site Flightradar24.
Com a capital saudita sendo alvo, novas cercas de proteção (semelhantes a gaiolas) foram erguidas nesta semana ao redor de tanques de combustível e outros equipamentos da Aramco, a companhia petrolífera estatal saudita, nas proximidades do aeroporto de Riad. A Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo, tem enfrentado uma série de ataques contra alvos petrolíferos e militares nos últimos dias. A Arábia Saudita e forças iemenitas aliadas lançaram uma grande ofensiva terrestre e aérea contra os Houthis nesta quarta-feira (07/10), visando retomar territórios que os rebeldes haviam capturado há um mês ao longo da costa ocidental do Iêmen, no Mar Vermelho, e no Estreito de Bab El-Mandeb. Essas posições conferiam aos Houthis maior capacidade de vigilância enquanto tentavam impor um bloqueio à navegação ligada à Arábia Saudita. Na segunda-feira (05/10), autoridades informaram que forças da coalizão liderada pelos sauditas recapturaram várias áreas estratégicas ao redor do Estreito, por onde passa cerca de 12% do comércio global. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.