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07/Oct/2026

Ásia Oriental e Pacífico: PIB deve crescer em 2026

O Banco Mundial elevou de 4,2% para 4,5% a projeção de crescimento econômico da Ásia Oriental e Pacífico em 2026, mesmo diante do ambiente global de maior incerteza e de condições adversas para a atividade. O relatório econômico semestral da instituição destaca a resiliência da região, embora o desempenho permaneça desigual entre economias e setores, em um cenário de rápida expansão das atividades relacionadas à inteligência artificial (IA). Vietnã, Malásia e Tailândia apresentaram desempenho superior ao inicialmente projetado, impulsionados pela fabricação e exportação de produtos de alta tecnologia. A expansão da demanda global por bens associados à IA contribuiu para sustentar a atividade industrial e os fluxos de comércio desses países.

A projeção de crescimento do Vietnã para 2026 foi elevada em 1,1 ponto porcentual, para 7,4%. Para a Malásia, a estimativa subiu 0,7 ponto porcentual, para 5,1%, enquanto a previsão para a Tailândia também avançou 0,7%, para 2,0%. As revisões refletem principalmente a maior contribuição da indústria de alta tecnologia e das exportações para a atividade econômica. O desempenho é menos favorável nos países insulares do Pacífico, que devem crescer apenas 2,2% em 2026. Essas economias permanecem mais expostas aos preços elevados de energia e a choques externos, que afetam de forma mais intensa países com maior dependência de importações e menor diversificação produtiva. A China, maior economia da região, também teve sua projeção de crescimento revisada para cima.

O Banco Mundial elevou a estimativa de 4,1% para 4,4% em 2026. Apesar da revisão positiva, a instituição destaca limitações associadas à demanda interna, ao mercado de trabalho enfraquecido e aos ajustes em curso no setor imobiliário. A integração da Ásia Oriental e Pacífico às cadeias globais de valor coloca a região em posição favorável para capturar parte da expansão mundial das atividades relacionadas à inteligência artificial. A forte participação da região na fabricação de equipamentos e componentes de alta tecnologia permite ampliar os benefícios associados ao crescimento da demanda global por produtos vinculados à IA. O principal desafio está em transformar essa vantagem na produção de bens relacionados à inteligência artificial em uma adoção mais ampla da tecnologia dentro das próprias economias.

A disseminação da IA pode elevar a produtividade e criar empregos de maior qualificação, mas exige adaptação das empresas e da força de trabalho às novas demandas tecnológicas. Embora a inteligência artificial ainda não tenha provocado impacto significativo sobre os empregos com maior risco de automação, a tecnologia já está modificando a demanda por competências. As empresas da região buscam cada vez mais profissionais com conhecimentos em IA, capacidade analítica e habilidades sociais, indicando mudanças na composição da demanda por mão de obra. A IA apresenta maior capacidade de complementar atividades que exigem pensamento complexo e julgamento, mas apenas 13% dos empregos na Ásia Oriental e Pacífico estão atualmente classificados nessa categoria.

Nas economias avançadas, essa proporção alcança 39%, indicando uma diferença relevante na estrutura ocupacional e no potencial de captura dos ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia. O cenário regional combina, portanto, crescimento superior ao inicialmente projetado com diferenças importantes entre economias. Enquanto Vietnã, Malásia e Tailândia se beneficiam da expansão da indústria e das exportações de alta tecnologia, a China enfrenta limitações na demanda doméstica e os países insulares do Pacífico permanecem mais vulneráveis aos custos de energia e aos choques externos. A capacidade de ampliar a adoção doméstica da inteligência artificial, além da produção de bens relacionados à tecnologia, será um dos fatores centrais para determinar os ganhos de produtividade e a qualidade do crescimento regional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.