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07/Oct/2026

Europa e Ásia Central: PIB deve desacelerar em 2026

O Banco Mundial projeta desaceleração do crescimento econômico na Europa e na Ásia Central para 2,2% em 2026, ante expansão de 2,6% em 2025. A revisão ocorre em um ambiente de preços mais elevados de energia, maior incerteza e crescimento mais fraco dos principais parceiros comerciais. Em junho, a instituição projetava alta de 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB) da região em 2026 e crescimento de 2,5% em 2025. A desaceleração é disseminada pela maior parte dos países da região. Excluindo a Rússia, que representa cerca de 40% da produção regional, o crescimento deve recuar para 3% em 2026, ante 3,7% em 2025. As perturbações nos mercados globais de commodities, entretanto, tiveram impacto mais limitado sobre a atividade do que o inicialmente projetado.

As economias em desenvolvimento da região mantêm capacidade de resistência em razão da redução da intensidade energética, do reforço das políticas governamentais e da demanda doméstica ainda robusta. O potencial de aumento da produtividade também está associado à adoção de inteligência artificial, especialmente por meio do fortalecimento de competências educacionais e gerenciais, em um contexto de redução da população em idade ativa. A Ásia Central permanece como a sub-região de crescimento mais acelerado, com expansão estimada em 5,8% em 2026. O desempenho é sustentado principalmente pelas projeções de crescimento de 9,6% para a República Quirguiz e de 7,9% para o Uzbequistão. Em junho, as estimativas eram de crescimento de 5,2% para a Ásia Central, 6,1% para a República Quirguiz e 6,4% para o Uzbequistão, indicando revisões positivas relevantes para os três mercados.

Os preços mais elevados da energia mantêm a inflação em níveis elevados e pressionam os custos de produção e transporte. Ao mesmo tempo, o crescimento mais lento da União Europeia (UE), principal referência comercial para diversos países da região, combinado à maior concorrência de outros países, limita as exportações e a atividade industrial. Os efeitos são particularmente relevantes para as cadeias de suprimentos do setor automotivo, que apresentam forte integração regional e dependência dos mercados europeus. A combinação de menor demanda externa, custos mais elevados e maior concorrência reduz o ritmo de expansão da indústria e amplia os riscos para o comércio regional.

Entre os principais riscos de baixa para a projeção estão novas interrupções no comércio, a continuidade das hostilidades na Ucrânia, aumentos adicionais dos custos de energia, transporte e fertilizantes, condições globais de financiamento mais restritivas, crescimento mais fraco dos principais parceiros comerciais e a ocorrência de eventos climáticos extremos. O cenário para 2026 combina, portanto, desaceleração generalizada na Europa e na Ásia Central com maior resiliência das economias em desenvolvimento e forte expansão da Ásia Central. Para além dos efeitos conjunturais relacionados à energia, ao comércio e ao conflito na Ucrânia, o Banco Mundial destaca produtividade, inteligência artificial, qualificação da mão de obra e adaptação à redução da população em idade ativa como fatores centrais para sustentar o crescimento potencial da região. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.