ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

05/Oct/2026

Dólar fecha praticamente estável antes das eleições

O dólar encerrou a sessão de sexta-feira (02/10), praticamente estável, a R$ 5,21, com baixa de 0,07%, após alternar entre altas e baixas. No último pregão antes do primeiro turno da eleição presidencial, a cautela dos investidores limitou a reação do Real à desvalorização global da moeda norte-americana. Na semana passada, o dólar acumulou alta de 0,67% frente ao Real. O relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll, registrou geração de 29 mil vagas em setembro, bem abaixo da mediana de 85 mil das projeções. Os dados mais fracos reforçaram as expectativas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed) neste mês e favoreceram o ambiente internacional para ativos de risco, incluindo bolsas e moedas de países emergentes. Após a divulgação do payroll, o Real chegou a ensaiar uma trajetória de valorização, com o dólar atingindo a mínima de R$ 5,20.

A moeda brasileira, contudo, se descolou do movimento externo e o dólar ultrapassou R$ 5,23. O movimento foi associado a ajustes de posições no mercado. O desempenho do Real contrastou com o de outras moedas emergentes. O peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano acumulavam perdas superiores a 2% na semana passada, enquanto a moeda brasileira registrava variação mais limitada. Nas últimas semanas, o Real havia apresentado desempenho superior ao de seus principais pares, em um ambiente marcado pela melhora dos termos de troca, pelo petróleo acima de US$ 100,00 por barril e pela formação de posições relacionadas ao cenário eleitoral. A cautela antes do primeiro turno contribuiu para limitar novas posições no mercado de câmbio.

A avaliação de mercado é de que grande parte dos posicionamentos relacionados à votação já havia sido constituída antes do último pregão, reduzindo o espaço para mudanças relevantes de exposição na véspera da eleição. O movimento de alta do Ibovespa, por sua vez, foi associado principalmente à atuação de investidores domésticos, com menor contribuição potencial de fluxos estrangeiros para o Real. O cenário cambial, portanto, encerrou a semana passada condicionado por dois vetores principais. No exterior, a desaceleração do mercado de trabalho dos Estados Unidos reduziu a pressão por novas altas dos juros norte-americanos e favoreceu os ativos de risco. No Brasil, a proximidade do primeiro turno aumentou a cautela e reduziu a transmissão desse movimento favorável para o Real, mantendo o dólar próximo de R$ 5,21 no encerramento da sessão. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.