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05/Oct/2026

Brasil: Agronegócio defende agenda de longo prazo

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) defende que o presidente eleito ou reeleito em 2026 convoque uma articulação entre governo, oposição, setor produtivo, academia e organizações da sociedade civil para construir uma agenda de longo prazo para o Brasil. A proposta, denominada “Pacto pelo Brasil Nação”, consta de artigo publicado pela entidade em 1º de outubro de 2026 e propõe uma concertação nacional com participação de diferentes correntes políticas e ideológicas e de lideranças capazes de contribuir para uma visão de futuro do País. A iniciativa prevê a construção de uma agenda nacional com prioridades para o desenvolvimento econômico e social, educação, saúde, segurança, sustentabilidade, inovação, competitividade e geração de oportunidades. A proposta estabelece que essa agenda seja submetida ao debate no Congresso Nacional, com participação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, e, quando houver previsão constitucional, utilize instrumentos de participação popular.

A articulação deve ter caráter de agenda de Estado, e não apenas de programa de governo, com compromissos capazes de atravessar diferentes governos e ciclos políticos. O objetivo é estabelecer diretrizes permanentes para o desenvolvimento nacional, sem vinculação exclusiva ao ciclo eleitoral. Entre as medidas consideradas necessárias estão reformas estruturais, responsabilidade fiscal, eficiência do Estado, fortalecimento das instituições, modernização política e partidária, aprimoramento da Justiça e criação de um ambiente favorável ao empreendedorismo responsável, à inovação, aos investimentos e à geração de empregos. Na avaliação apresentada pela entidade, reformas dessa dimensão exigem mecanismos de construção política que ultrapassem a lógica de confrontação permanente. Também propõe a participação de pessoas e instituições classificadas como reservas morais do País, definidas como aquelas que, pela trajetória, experiência e compromisso com o interesse público, possam contribuir para uma visão de futuro acima das disputas circunstanciais.

A entidade relaciona a necessidade de uma agenda de longo prazo ao ambiente político e institucional brasileiro. O texto aponta que as divisões políticas vêm comprometendo a confiança nas instituições e dificultando a construção de consensos. A Abag também remete ao artigo 2º da Constituição Federal de 1988, que estabelece a independência e a harmonia entre os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Outro ponto destacado é o reconhecimento do resultado das urnas como premissa para a construção da agenda nacional. A proposta estabelece que os candidatos não eleitos reconheçam a legitimidade da escolha democrática e continuem contribuindo com ideias e propostas, enquanto os vencedores considerem o mandato como uma representação conferida pela sociedade, e não como autorização irrestrita para a condução do governo. O pacto não teria como objetivo eliminar as divergências políticas.

A proposta parte do princípio de que uma Nação pode manter diferentes posições políticas e ideológicas e, ainda assim, buscar mecanismos institucionais para transformar essa diversidade em capacidade de construção de objetivos comuns. A proposta conta com o apoio da Academia Latino-Americana do Agronegócio (Alagro), da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), da Green Rio e da Sociedade Rural Brasileira (SRB), além da própria ABAG. Entre as lideranças apoiadoras estão o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), o vice-presidente da ABAG Caio Carvalho, o presidente do Cosag/Fiesp, Jacyr Costa Filho, o professor e especialista em agronegócio José Luiz Tejon, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, o presidente da SRB, Sérgio Bortolozzo, e o presidente da Faesp, Tirso de Salles Meirelles. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.