02/Oct/2026
Autoridades iranianas indicaram na quarta-feira (30/09) que receberam uma resposta oficial dos Estados Unidos à mais recente proposta do Irã para encerrar a guerra que já dura sete meses, oferta que o presidente norte-americano, Donald Trump, havia rejeitado publicamente dias antes. O governo do Irã não detalhou o conteúdo da resposta nem se ela representou uma recusa formal. Segundo a agência estatal IRNA, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, apresentou a resposta norte-americana ao presidente Masoud Pezeshkian. Pezeshkian afirmou que o Irã fará “todo esforço” para concluir um acordo, mas que ele precisa ser baseado em uma estratégia de “ganha-ganha” e preservar “os direitos do povo iraniano”. A reunião ocorreu após o retorno de Araghchi de Nova York, onde o Irã participou da Assembleia Geral da ONU e realizou conversas indiretas com autoridades americanas e reuniões com mediadores do Catar e do Paquistão.
O ministro também teria informado ao gabinete as condições iranianas para reabrir o Estreito de Ormuz, repassadas por intermediários. Na semana passada, Araghchi disse que propôs reabrir o Estreito de Ormuz em uma semana caso os Estados Unidos suspendessem o bloqueio a portos iranianos, liberassem ativos iranianos congelados e concedessem isenções de sanções para vendas de petróleo, entre outras condições. Trump rejeitou rapidamente, dizendo que o Irã buscava acordo por estar “perdendo muito” e que a proposta “não seria aceitável”. Ainda assim, mediadores continuaram trabalhando para tentar costurar um entendimento para encerrar os combates e reabrir o corredor marítimo. No mesmo contexto, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou na terça-feira (29/09) novas sanções contra pessoas e empresas no Irã, em Hong Kong e no Paquistão, acusadas de atuar como facilitadores financeiros da cadeia de suprimentos militares iraniana. A medida integra a campanha do governo Trump chamada Operação Pária Econômico, cujo objetivo é cortar “linhas financeiras vitais” do Irã.
Ainda, o secretário de Estado, Marco Rubio, determinou que Araghchi e sua delegação deixassem Nova York antes do previsto. Rubio teria perdido a paciência após pouco progresso em conversas no fim de semana e avaliou que os iranianos “já haviam excedido sua permanência”, ordenando saída imediata na segunda-feira (28/09). A delegação teria embarcado muito cedo na terça-feira (29/09). A missão do Irã na ONU, no entanto, negou ter recebido ordem para sair e acusou o governo norte-americano de divulgar informações “infundadas”. Nesta quinta-feira (1º/10), Donald Trump disse ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo apresentada no fim de semana pelo Irã, apesar de ela incluir uma oferta para reabrir o Estreito de Ormuz, por considerar que os termos "não eram bons o suficiente". O presidente admitiu ainda ser possível intensificar os bombardeios após as eleições legislativas de meio de mandato, mas evitou detalhar planos militares. Segundo ele, o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz está avançando. Donald Trump afirmou que terá de tomar uma decisão sobre o Irã e voltou a pressionar por um acordo. "Ou o Irã assina um acordo, ou não existirá mais", declarou. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.