01/Oct/2026
O dólar encerrou o último pregão de setembro, nesta quarta-feira (30/09) em queda de 0,81%, a R$ 5,17, após atingir a mínima de R$ 5,16 e voltar a ficar abaixo de R$ 5,20 após dois pregões. No mês, a moeda norte-americana acumulou recuo de 0,10%, depois de alta de 2,16% em agosto. No trimestre, o dólar registrou valorização de 0,23%. O movimento ocorreu apesar da recuperação parcial da moeda norte-americana no exterior e da alta dos rendimentos dos Treasuries. O Real apresentou o melhor desempenho entre as divisas mais líquidas no mês, em um ambiente de atenção dos investidores ao cenário eleitoral brasileiro e de possível entrada de capital estrangeiro em ações domésticas.
A formação da última taxa Ptax de setembro e do trimestre também contribuiu para ampliar os movimentos intradiários do câmbio. A Ptax é utilizada como referência para contratos e operações financeiras, e sua formação no encerramento de mês pode aumentar a volatilidade do mercado à vista. No exterior, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,12%, aos 101,499 pontos. O Dollar Index acumulou ganho superior a 2% em setembro, elevando a valorização no ano para cerca de 3,20%. Entre as principais moedas latino-americanas, o peso colombiano foi a única a apresentar valorização no pregão.
O DXY chegou a recuar após a redução das apostas em uma nova alta dos juros do Federal Reserve (Fed) em outubro. O movimento foi influenciado pela leitura de agosto do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), indicador de inflação acompanhado pelo banco central norte-americano, que veio abaixo das expectativas. O ambiente de inflação mais moderada reduziu parte da percepção de aperto monetário adicional nos Estados Unidos e favoreceu o apetite por ativos de risco. Dados do Banco Central também indicaram recuperação do fluxo estrangeiro para ativos domésticos na semana de 21 a 25 de setembro. O canal financeiro, que inclui investimentos em portfólio, registrou entrada líquida de US$ 2,215 bilhões no período, contribuindo para um saldo total positivo de US$ 3,054 bilhões.
Apesar desse resultado semanal, o fluxo total acumulado em setembro até o dia 25 permanecia negativo em US$ 4,025 bilhões, com saída líquida de US$ 4,624 bilhões no segmento financeiro. O comportamento do câmbio no encerramento de setembro, portanto, combinou fatores externos, fluxo financeiro, ajustes técnicos relacionados à Ptax e expectativas associadas ao cenário eleitoral brasileiro. A moeda terminou o mês praticamente estável, enquanto o Real apresentou desempenho positivo no período mesmo diante da valorização do dólar no mercado internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.