01/Oct/2026
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que acompanha a evolução dos preços de produtos na porta da fábrica, sem impostos e fretes, das indústrias extrativa e de transformação, subiu 0,36% em agosto, interrompendo três meses consecutivos de queda. Em julho, o indicador havia recuado 0,83%. Com o resultado de agosto, o IPP das indústrias extrativa e de transformação acumulou alta de 3,47% no ano. Em 12 meses, a variação acumulada foi de 2,53%. Considerando apenas a indústria extrativa, os preços avançaram 4,33% em agosto, após queda de 4,38% em julho. Foi o primeiro resultado positivo do segmento depois de três meses consecutivos de deflação. Na indústria de transformação, a alta foi de 0,19%, ante recuo de 0,67% em julho.
Entre as atividades industriais, a indústria de alimentos exerceu a maior influência positiva sobre o IPP de agosto, com contribuição de 0,47% para a variação da indústria geral. O segmento tinha peso de 23,96% no indicador, o maior entre as atividades pesquisadas. O movimento dos preços de alimentos foi influenciado principalmente pela valorização da carne bovina e de derivados da soja. A alta da carne bovina esteve relacionada, em parte, à depreciação do real na passagem de julho para agosto e ao aumento da demanda externa. Os derivados de soja também exerceram influência relevante sobre o resultado. As indústrias extrativas contribuíram com 0,18% para a alta do IPP em agosto, enquanto a metalurgia teve influência positiva de 0,14%.
Esses segmentos ficaram entre as principais fontes de pressão sobre o indicador no mês. Na análise por grandes categorias econômicas, bens intermediários e bens de capital tiveram influência nula sobre o resultado de agosto. Em contrapartida, os bens de consumo registraram alta de 0,96%, enquanto os bens de consumo não duráveis avançaram 1,15%. Dessa forma, a alta de 0,36% do IPP em agosto ficou concentrada nos bens de consumo, especialmente nos bens de consumo não duráveis, com destaque para produtos alimentícios como carne bovina e arroz. A demanda mais firme por esses produtos também contribuiu para a pressão positiva sobre os preços industriais no período. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.