30/Sep/2026
O dólar encerrou a sessão desta terça-feira (29/09) com baixa de 0,25%, a R$ 5,21, após alternar altas e baixas. O movimento acompanhou o enfraquecimento da moeda norte-americana ante algumas divisas de países emergentes no exterior e a perda de força dos rendimentos dos Treasuries. No acumulado de 2026, o dólar passou a registrar queda de 5,02%. No início da sessão, o dólar chegou a recuar, mas ganhou força com a alta dos rendimentos dos Treasuries, em meio às preocupações com a inflação nos Estados Unidos. Mesmo com o petróleo em queda, os juros dos títulos de 10 anos se aproximaram de 5,29%, maior nível em décadas, favorecendo a valorização da moeda norte-americana ante diversas divisas. O dólar atingiu a máxima de R$ 5,24 às 12h27 e novamente às 14h01, representando alta de 0,29% no momento.
O movimento perdeu força após manifestações de autoridades do Federal Reserve (Fed), especialmente do presidente do Fed de Nova York, John Williams, que sinalizou espaço para que o banco central norte-americano avalie os próximos dados antes de definir novos movimentos dos juros. A sinalização contribuiu para forte recuo das taxas dos títulos norte-americanos de dois anos e afastou os rendimentos dos Treasuries de 10 anos da máxima registrada no dia. O dólar também perdeu força ante diversas moedas de países emergentes, incluindo o Real, levando as cotações no mercado brasileiro novamente para a faixa de R$ 5,21.
O cenário político brasileiro permaneceu no radar dos investidores após a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral. O levantamento Atlas/Bloomberg mostrou o senador Flávio Bolsonaro com 47,7% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial, ante 47,6% para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com margem de erro de 1%, os resultados configuram empate técnico. Na pesquisa anterior, Flávio Bolsonaro registrava 47,4% e Lula, 47,7%. O cenário eleitoral também influencia as expectativas sobre as contas públicas, a inflação, o câmbio e a curva de juros. Nesse contexto, alterações nas intenções de voto podem repercutir sobre os preços dos ativos financeiros, embora a reação dependa também das condições fiscais, monetárias e externas. No exterior, o índice do dólar, que acompanha o desempenho da moeda norte-americana ante uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,25%, a 101,440. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.