ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

30/Sep/2026

Brasil: desemprego recua e ocupação bate recorde

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (29/09), a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto de 2026. No mesmo período de 2025, a taxa estava em 5,6%, enquanto no trimestre encerrado em julho de 2026 também havia registrado 5,3%. O rendimento médio real do trabalhador alcançou R$ 3.777,00 no trimestre até agosto, com alta de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de rendimento real habitual dos ocupados somou R$ 385,6 bilhões, aumento de 4,8% na comparação anual e o maior valor da série histórica. Em relação ao trimestre anterior, houve crescimento de 1,4%, equivalente a R$ 5,2 bilhões, enquanto no período de um ano o avanço foi de R$ 17,5 bilhões. A taxa de desocupação de 5,3% foi a menor registrada para um trimestre encerrado em agosto desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. Na comparação com o trimestre móvel encerrado em maio, quando estava em 5,6%, houve redução de 0,3%.

O recuo também foi de 0,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025. A evolução do desemprego ocorre em um período em que fatores sazonais normalmente contribuem para o aumento da ocupação, especialmente em razão de contratações na indústria e no comércio. As exceções históricas foram os períodos da pandemia e da recessão de 2014 e 2015. Com a taxa de desocupação próxima do menor nível da série histórica, a margem para novos recuos tende a ser menor. A população desocupada somou 5,8 milhões de pessoas entre junho e agosto, o menor contingente desde o trimestre encerrado em novembro de 2025, quando havia 5,6 milhões. Na comparação anual, houve redução de 4,9%, equivalente a 300 mil pessoas. Ante o trimestre de março a maio de 2026, a queda foi de 4,6%, com 281 mil pessoas a menos. A população ocupada alcançou 103,5 milhões de pessoas no trimestre de junho a agosto, o maior contingente da série histórica iniciada em 2012. Houve crescimento de 0,8% ante o trimestre anterior, com a entrada de 774 mil pessoas no mercado de trabalho, e alta de 1% na comparação anual, correspondente a 1,1 milhão de ocupados adicionais.

A força de trabalho, formada pelas pessoas de 14 anos ou mais que estavam trabalhando ou procurando emprego, somou 109,3 milhões, também o maior nível da série histórica. O contingente aumentou 0,5% em relação ao trimestre de março a maio, com 493 mil pessoas a mais, e avançou 0,7% na comparação anual, equivalente a 760 mil pessoas. A evolução da ocupação foi influenciada pelo aumento do trabalho informal. Dos 774 mil novos ocupados registrados na comparação com o trimestre anterior, 528 mil não tinham carteira assinada ou CNPJ. Entre esses trabalhadores, houve acréscimo de 244 mil empregados do setor privado sem carteira assinada e de 117 mil trabalhadores por conta própria sem CNPJ. Apesar do avanço do número de trabalhadores informais, a taxa de informalidade apresentou variação marginal. O indicador ficou em 37,5% da população ocupada, correspondente a 38,8 milhões de trabalhadores informais, ante 37,3%, ou 38,3 milhões, no trimestre encerrado em maio. No mesmo trimestre de 2025, a taxa era de 38,0%, com 38,9 milhões de trabalhadores informais.

O número de empregados do setor privado com carteira assinada, excluindo os trabalhadores domésticos, alcançou 39,5 milhões, o maior contingente da série histórica. O resultado ficou estável na comparação anual e no trimestre, embora tenha havido aumento de 244 mil pessoas ante o trimestre anterior, variação classificada como estabilidade pela metodologia da pesquisa. O número de empregados sem carteira assinada no setor privado ficou em 13,7 milhões, também estável no trimestre e no ano. Os dados indicam que o mercado de trabalho mantém elevada ocupação, com recordes tanto no número de trabalhadores ocupados quanto na força de trabalho e na massa de rendimento real. Ao mesmo tempo, a expansão da ocupação no trimestre foi acompanhada por participação relevante de trabalhadores informais, enquanto o contingente de empregados com carteira assinada permaneceu no maior nível da série histórica. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.