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28/Sep/2026

Dólar fecha em leve baixa acompanhando exterior

O dólar encerrou a sessão de sexta-feira (25/09) em leve baixa ante o Real, influenciado pelo recuo da moeda norte-americana frente a diversas divisas no exterior e pelo IPCA-15 de setembro. A moeda norte-americana terminou o pregão com queda de 0,19%, a R$ 5,18. Na semana passada, acumulou alta de 0,74%, enquanto, no ano, registra baixa de 5,57%. Ao longo da sessão, o dólar à vista oscilou entre a mínima de R$ 5,17, queda de 0,39%, e a máxima de R$ 5,21, alta de 0,43%. Durante a maior parte do pregão, entretanto, a moeda permaneceu próxima da estabilidade. No exterior, o dólar também apresentou perdas frente ao iene, ao euro e à libra, apesar da manutenção das posições dos investidores para uma possível nova elevação dos juros nos Estados Unidos em outubro.

A moeda norte-americana recuou ainda ante o peso colombiano e o rand sul-africano, em uma sessão marcada por baixa movimentação das moedas de mercados emergentes. O índice do dólar, que acompanha o desempenho da moeda dos Estados Unidos ante uma cesta de seis divisas, caía 0,29%, aos 101,000 pontos. No mercado doméstico, as eleições presidenciais permaneceram entre os fatores acompanhados pelos investidores. O ambiente eleitoral é acompanhado pelo mercado em conjunto com as perspectivas para as contas públicas, a inflação e a política monetária. Alterações nas expectativas sobre a trajetória fiscal e inflacionária podem influenciar as projeções para os juros e, consequentemente, para o câmbio.

O IPCA-15 de setembro também esteve no centro das atenções. O indicador, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como prévia da inflação oficial, subiu 0,70% em setembro, após queda de 0,40% em agosto. Em 12 meses, a alta acumulada passou de 4,24% em agosto para 4,47% em setembro. O resultado ficou acima das estimativas, que apontavam alta de 0,53% no mês e de 4,30% em 12 meses. A aceleração do índice reforça a atenção sobre a trajetória da inflação e seus efeitos sobre a política monetária. Com a Selic em 13,75%, uma inflação mais pressionada pode reduzir o espaço para novos cortes da taxa básica de juros no curto prazo, com reflexos sobre as condições do mercado de câmbio. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.