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28/Sep/2026

Holambra avalia ampliar serviços aos cooperados

A Holambra Cooperativa Agroindustrial estuda ampliar os serviços oferecidos aos cooperados, incluindo soluções ligadas a seguros e apoio na área tributária, afirmou o CFO da cooperativa, Frederico Santos. A estratégia é avançar além da venda de insumos e do crédito e usar a proximidade com o produtor para oferecer apoio em outras áreas da gestão rural. “Estamos olhando outros tipos de serviços”, disse Santos durante painel no Agrolend Day, em São Paulo. Entre as frentes citadas pelo executivo estão seguros e soluções relacionadas a impostos e recuperação tributária. Segundo ele, mudanças na área tributária aumentam a necessidade de orientação aos produtores e podem abrir espaço para novos serviços dentro da cooperativa.

Santos afirmou que a Holambra avalia onde pode atuar diretamente e onde deverá trabalhar com parceiros. A expansão dos serviços faz parte de uma visão mais ampla sobre o papel das cooperativas. Para o CFO, o modelo tende a funcionar cada vez mais como um ponto de articulação entre produtor, fornecedores e empresas especializadas. “Vai ser uma articulação, um hub, com parcerias, com empresas se ajudando a crescer”, afirmou. Na avaliação de Santos, cooperativas que avançaram nesse tipo de integração têm conseguido atravessar com mais resistência o período de aperto financeiro no agronegócio. Ao mesmo tempo, uma nova geração de produtores chega ao campo mais dependente de dados e informações para tomar decisões e mais atenta à rentabilidade do negócio.

O executivo disse que a cooperativa também pretende ajudar o produtor a entender melhor seus próprios números. “A gente precisa ajudar o produtor a fazer conta”, afirmou. Segundo ele, produtividade, sustentabilidade e rentabilidade precisam ser analisadas em conjunto para que a atividade seja viável no longo prazo. Para Santos, ampliar o pacote de serviços também precisa gerar retorno para todos os participantes. A cooperativa, o produtor e os demais elos da distribuição precisam encontrar modelos economicamente sustentáveis. “A gente precisa estar mais próximo do produtor