25/Sep/2026
O dólar voltou a subir frente ao Real nesta quinta-feira (24/09), acompanhando a valorização global da moeda norte-americana, embora em ritmo inferior ao observado na sessão anterior, quando avançou 1,28%. Sinais de maior atividade da economia dos Estados Unidos, em um ambiente de forte alta dos preços do petróleo, reforçaram as expectativas de manutenção de uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve (Fed). O dólar atingiu máxima de R$ 5,20 e encerrou em alta de 0,49%, a R$ 5,19, maior valor de fechamento desde 28 de agosto. Com avanço acumulado de 1,78% nos dois últimos pregões, a moeda norte-americana passou a registrar alta de 0,26% em setembro, após valorização de 2,16% em agosto. O Real apresentou desempenho menos negativo do que moedas como o peso colombiano e o peso mexicano, que ampliou as perdas após o Banco Central do México manter a taxa de juros em 6,5%.
O movimento cambial esteve fortemente associado ao ambiente externo, com valorização global do dólar e alta dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, impulsionadas pela elevação dos preços do petróleo. Esse movimento pressionou as moedas de países emergentes. As cotações do petróleo se afastaram das máximas após informações de que Estados Unidos e Irã buscam um entendimento para a reabertura do Estreito de Ormuz, mas permaneceram em forte alta no fechamento. O contrato do Brent para dezembro subiu 3,41%, a US$ 106,60 por barril, acumulando valorização próxima de 4% na semana e superior a 18% no mês. No cenário doméstico, as expectativas relacionadas à corrida presidencial também influenciaram a formação dos preços. Houve redução do otimismo dos investidores em relação à possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro, em meio à estagnação de suas intenções de voto nas pesquisas mais recentes.
A ausência, até o momento, de um plano fiscal detalhado e a evolução das pesquisas eleitorais têm alterado as expectativas sobre a política econômica após a eleição. No exterior, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,18%, a 101,274 pontos, após atingir máxima de 101,398 pontos, nos maiores níveis desde julho. O Dollar Index acumulava alta superior a 1% na semana e próxima de 2% no mês. Os indicadores econômicos dos Estados Unidos também reforçaram a percepção de que o Fed pode manter uma postura mais restritiva. Após a surpresa com a leitura dos índices de gerentes de compras (PMI) de setembro, que ficou acima das expectativas, os pedidos semanais de auxílio-desemprego vieram abaixo do esperado e as vendas de moradias novas em agosto superaram as projeções. As presidentes dos distritos do Fed de Cleveland, Beth Hammack, e da Filadélfia, Anna Paulson, também reforçaram a preocupação com a inflação e sinalizaram espaço para novas altas dos juros. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.