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25/Sep/2026

Inflação de alimentos acelera no 2º semestre/2026

A inflação de alimentos apresenta trajetória de alta no segundo semestre de 2026 em razão da combinação de efeitos climáticos associados ao El Niño, fatores sazonais típicos do período e movimentos específicos de oferta e demanda. O Banco Central considera que esses fatores já influenciam a formação dos preços de alimentos, com impactos mais evidentes sobre produtos como arroz e carnes. No caso do arroz, a pressão ocorre após um período de preços muito baixos no ano anterior, em um cenário de oferta considerada muito abundante. A recomposição das cotações ocorre, portanto, a partir de uma base deprimida, refletindo a mudança das condições de oferta e a dinâmica sazonal do mercado.

Para as carnes, o comportamento dos preços está relacionado ao ciclo pecuário do boi, que tende a produzir efeitos sobre a oferta e as cotações ao longo do segundo semestre. A retomada das exportações de carne bovina para a China também é considerada um fator relevante para a formação dos preços domésticos, ao lado da sazonalidade característica do período. A combinação desses fatores contribui para uma trajetória mais pressionada da inflação de alimentos no segundo semestre, com o comportamento dos preços condicionado simultaneamente pelas condições climáticas, pela sazonalidade da produção e pelas condições de oferta e demanda nos mercados interno e externo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.