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25/Sep/2026

Confiança do Consumidor no menor nível desde 2022

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 0,5 ponto em setembro ante agosto, para 84,2 pontos, na série com ajuste sazonal. O resultado representa o menor nível desde novembro de 2022, quando o indicador estava em 83,5 pontos, e a quinta queda mensal consecutiva. O movimento reflete piora das expectativas para o futuro, enquanto a percepção sobre a situação presente apresentou leve melhora. A queda foi parcialmente atenuada pela recuperação da confiança entre os consumidores de renda mais baixa, principalmente no componente relacionado à situação financeira futura. Esse movimento pode estar associado ao reajuste dos valores de benefícios sociais.

Ainda assim, as condições financeiras das famílias permanecem pressionadas pelo elevado endividamento e pela inadimplência, dificultando uma recuperação da confiança nos próximos meses. Na média móvel trimestral, o ICC recuou 1,5 ponto, para 85,7 pontos. Em setembro, os dois grandes componentes do indicador apresentaram movimentos distintos. O Índice de Expectativas (IE) caiu 0,9 ponto, para 85,2 pontos, menor patamar desde maio de 2022, quando estava em 84,0 pontos. O Índice de Situação Atual (ISA), por sua vez, subiu 0,2 ponto, para 84,0 pontos. Entre os componentes das expectativas, o maior recuo ocorreu no indicador de compras previstas de bens duráveis, que caiu 2,4 pontos, para 72,3 pontos.

Também houve deterioração na avaliação sobre a situação econômica local futura, com queda de 1,3 ponto, para 102,0 pontos, menor nível desde agosto de 2025, quando o indicador estava em 97,3 pontos. Na avaliação da situação presente, o indicador sobre a situação financeira atual da família avançou 0,1 ponto, para 74,4 pontos. A percepção sobre a situação econômica local atual também melhorou, com alta de 0,4 ponto, para 94,0 pontos. A sondagem do consumidor foi realizada entre 1º e 21 de setembro. O conjunto dos resultados mostra deterioração das expectativas das famílias, especialmente em relação às compras de bens duráveis e à situação econômica futura, enquanto os indicadores de percepção sobre as condições atuais permanecem relativamente mais estáveis. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.