24/Sep/2026
Os reembolsos de tarifas adicionais de importação cobradas pelos Estados Unidos impulsionaram os resultados do segundo trimestre de empresas brasileiras com operações no mercado norte-americano. A Embraer reconheceu R$ 358,6 milhões no trimestre com recuperação de tributos, enquanto a Taurus contabilizou R$ 91,1 milhões em reembolsos. O JPMorgan estima que a WEG poderá receber entre R$ 170 milhões e R$ 230 milhões. A próxima etapa do processo de recuperação dos valores, entretanto, foi adiada pela alfândega norte-americana, a U.S. Customs and Border Protection (CBP), para 6 de outubro. Está em andamento a reliquidação de importações já finalizadas, procedimento destinado a recalcular os tributos pagos e determinar os valores passíveis de devolução. O processo depende de ordens judiciais, enquanto recursos apresentados pelo governo de Donald Trump permanecem em tramitação na Justiça dos Estados Unidos.
A postergação da etapa pela CBP adia a conclusão dos procedimentos para um conjunto de empresas que busca recuperar valores pagos em tarifas adicionais. Empresas brasileiras também recorrem à Justiça para acelerar a devolução dos recursos. A Suzano acionou a Corte de Comércio Internacional dos Estados Unidos com esse objetivo, em meio a um processo que envolve bilhões de dólares em potenciais reembolsos no mercado norte-americano. Entre os casos de maior valor estão processos envolvendo empresas como Walmart e Apple. A recuperação de tributos já começa a produzir efeitos contábeis nos resultados corporativos, mas o cronograma de liquidação dos valores permanece condicionado à tramitação judicial e aos procedimentos da alfândega norte-americana. A definição sobre a reliquidação das importações e a efetivação dos pagamentos deverá determinar o ritmo de reconhecimento e recebimento dos créditos pelas empresas afetadas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.