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24/Sep/2026

Brasil: CNPJ entre autônomos atinge recorde em 2025

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de empregadores e trabalhadores por conta própria com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) atingiu em 2025 o maior nível da série histórica iniciada em 2012. A participação passou de 24% em 2012 para 35% em 2025, avanço de 11%. A pesquisa não foi realizada em 2020 e 2021 em razão da pandemia. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento da formalização entre os trabalhadores por conta própria. A parcela desse grupo com CNPJ alcançou 27,1% em 2025, recorde da série histórica e quase o dobro dos 15% registrados em 2012. Entre os empregadores, a taxa de registro é significativamente maior e passou de 75,6% em 2012 para 81,1% em 2025. O avanço da formalização apresenta forte relação com o nível de instrução. Em 2025, pela primeira vez desde o início da série histórica, mais da metade dos trabalhadores por conta própria com ensino superior completo, 50,8%, possuíam registro no CNPJ.

A maior escolaridade está associada a maior familiaridade com as exigências, benefícios e custos relacionados à formalização de atividades profissionais. O contingente de trabalhadores por conta própria também atingiu recorde em 2025, com 26,2 milhões de pessoas, equivalentes a 25,4% da população ocupada. O número de empregadores foi de aproximadamente 4,5 milhões, correspondentes a cerca de 4,4% dos ocupados. Com o avanço da formalização, o total de trabalhadores por conta própria com CNPJ chegou a aproximadamente 7,1 milhões de pessoas em 2025, quase o dobro dos 3,7 milhões de empregadores formalizados. O resultado evidencia o aumento da presença de trabalhadores autônomos formalizados no mercado de trabalho brasileiro. A PNAD Contínua ainda não dispõe de informações específicas para dimensionar o fenômeno da pejotização, caracterizado pela contratação de trabalhadores como pessoa jurídica em substituição ao vínculo com carteira assinada.

A modalidade é apontada como uma estratégia utilizada por empresas para reduzir custos, mas os dados disponíveis na pesquisa não permitem mensurar diretamente esse fenômeno. Programas governamentais, como o Microempreendedor Individual (MEI), também podem ter contribuído para a expansão da formalização, inclusive entre trabalhadores com maior nível de instrução. A simplificação do processo de abertura e legalização de empresas ampliou as possibilidades de registro para prestadores de serviços que anteriormente enfrentavam maiores dificuldades para constituir uma pessoa jurídica. As Regiões Sul e Sudeste apresentaram em 2025 os maiores percentuais de empregadores e trabalhadores por conta própria com CNPJ, de 46,7% e 41,6%, respectivamente. As Regiões Norte e Nordeste registraram as menores proporções, de 15,6% e 20,1%.

No Centro-Oeste, a taxa passou de 30,1% em 2019 para 41,6% em 2025, igualando-se ao percentual registrado no Sudeste. A formalização também apresenta diferença por gênero. Entre as mulheres empregadoras e trabalhadoras por conta própria, 36,7% possuíam CNPJ em 2025, ante 34,2% entre os homens, diferença de 2,5%. A taxa feminina atingiu novo recorde e manteve vantagem sobre a masculina. Em 2012, a diferença era de 0,6% e chegou ao pico de 3,0% em 2022. O avanço do registro de CNPJ entre autônomos ocorre, portanto, em um mercado de trabalho com número recorde de trabalhadores por conta própria e evidencia aumento da formalização desse segmento. O movimento é mais intenso entre trabalhadores com maior escolaridade, nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e entre as mulheres, enquanto Norte e Nordeste permanecem com níveis significativamente inferiores de cobertura. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.