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23/Sep/2026

Dólar estável com alívio de tensões no Oriente Médio

O dólar encerrou a sessão desta terça-feira (22/09) próximo da estabilidade ante o Real, após oscilar em margens estreitas, em um pregão marcado pela expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. No mercado doméstico, os investidores acompanharam o cenário eleitoral e repercutiram a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O dólar fechou em baixa de 0,08%, a R$ 5,10, acumulando queda de 7,01% no ano. A ata do Copom reforçou a avaliação de manutenção do nível restritivo da taxa básica de juros, atualmente em 13,75%, diante da pressão exercida pela demanda, apesar do arrefecimento observado na atividade econômica, no crédito e na inflação.

O Banco Central destacou que a política monetária contribui para o processo de desinflação, mas que a inflação continua pressionada pela demanda, exigindo a manutenção de uma política monetária restritiva. A leitura do documento por agentes do mercado indicou maior confiança na desaceleração da atividade econômica e no processo de desinflação. O cenário-base de manutenção da Selic em 13,75% até o fim de 2026 permanece, mas a ata aumentou a percepção de possibilidade de flexibilização da política monetária nas próximas reuniões. A possibilidade de novo corte da Selic em novembro, para 13,50%, combinada à perspectiva de novos aumentos de juros nos Estados Unidos, onde a taxa está atualmente na faixa de 3,75% a 4,00%, reduz o diferencial de juros entre os dois países.

Essa redução pode alterar o fluxo de investimentos direcionados ao Brasil e exercer pressão de alta sobre o dólar. O cenário eleitoral também permaneceu entre os fatores acompanhados pelos investidores. O dólar atingiu a máxima intradia de R$ 5,13, alta de 0,58%, mas perdeu força gradualmente e passou a operar em baixa, embora com oscilações limitadas. O movimento foi influenciado pela expectativa de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã para um possível acordo destinado a encerrar a guerra no Oriente Médio. Durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condicionou a possibilidade de um acordo com o Irã ao período posterior às eleições legislativas norte-americanas, previstas para novembro. Ao mesmo tempo, indicou que os Estados Unidos poderiam adotar medidas militares contra o Irã caso não houvesse um acordo de paz.

Trump informou a jornalistas que autoridades dos Estados Unidos e do Irã haviam realizado uma reunião de três horas, considerada positiva. Assim o dólar à vista atingiu a mínima intradia de R$ 5,09, baixa de 0,20%, antes de retornar para próximo da estabilidade. No exterior, o dólar apresentava comportamento misto ante as moedas de países emergentes e registrava leves ganhos frente às divisas fortes. O índice do dólar, que acompanha o desempenho da moeda norte-americana ante uma cesta de seis divisas fortes, avançava 0,10%, a 100,520. O Banco Central do Brasil realizou operação de venda de 50.000 contratos de swap cambial com vencimento em 1º de outubro. A atuação ocorreu em um ambiente de oscilação limitada do câmbio e de acompanhamento dos fatores domésticos e externos que influenciam o fluxo de capitais e a formação da taxa de câmbio. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.