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23/Sep/2026

Descarbonização para reduzir emissões do Brasil

De acordo com estudo “Coalizão Brasil pela Transição Climática”, coordenado pelo Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (Cebds), com base em 150 iniciativas identificadas por 270 organizações que apontaram tecnologias e projetos voltados à redução ou neutralização das emissões de gases de efeito estufa no País. a adoção de iniciativas de descarbonização tem potencial para reduzir em 80% as emissões anuais do Brasil até 2050, o equivalente a 1,1 gigatonelada de CO2 equivalente (GtCO2e). O crescimento esperado da economia brasileira nos próximos anos amplia em cerca de 75% o desafio de descarbonização no agronegócio e nos setores elétrico, de transportes e de mineração. Mesmo com a implementação das iniciativas mapeadas, o estudo estima a permanência de cerca de 300 MtCO2e de emissões residuais por ano em 2050, o que demandará o desenvolvimento de novas tecnologias e mecanismos de compensação para alcançar a meta de emissões líquidas zero.

O relatório foi divulgado durante a Semana do Clima de Nova York e integra um esforço iniciado pela presidência brasileira da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) para mobilizar o setor privado, a sociedade civil e o setor público em torno de iniciativas para a transição do País para uma economia de baixo carbono. A partir dessa mobilização, foram estruturadas coalizões destinadas a articular e discutir alternativas para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Entre as iniciativas identificadas, 30 foram classificadas como de maior potencial de mitigação até 2030 e serão acompanhadas de perto. As frentes de biocombustíveis e eletrificação foram selecionadas por apresentarem aplicação transversal a diferentes setores, elevada relevância para a redução de emissões e potencial de ganhos a partir de uma coordenação entre as diferentes cadeias produtivas.

No agronegócio, foram mapeadas 15 iniciativas, abrangendo desde agricultura regenerativa até práticas de agricultura de baixo carbono. Entre as ações estão a recuperação de pastagens de médio e baixo vigor, a intensificação do plantio direto e o uso de bioinsumos. O potencial de mitigação dessas 15 iniciativas é estimado entre 510 milhões e 630 milhões de toneladas de CO2 equivalente até 2050. A implementação da agenda de descarbonização do agronegócio demandaria investimentos estimados entre US$ 130 bilhões e US$ 180 bilhões até 2050. A coalizão voltada ao setor foi liderada pelo Cebds, Amaggi, Nestlé, Tereos, Syngenta, Bayer e Citrosuco, com participação de mais de 45 entidades. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.