23/Sep/2026
A União Europeia e as Filipinas chegaram a um entendimento substancial nas negociações de um acordo de livre comércio, em um cenário de intensificação dos choques geopolíticos e das disputas tarifárias globais. O avanço reforça a estratégia de diversificação de parceiros comerciais e de fortalecimento das cadeias de suprimento, diante da maior prioridade atribuída à resiliência das relações econômicas internacionais. O avanço foi comunicado após conversa entre a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente das Filipinas, Ferdinand R. Marcos Jr. O entendimento ocorre três anos após a visita de von der Leyen às Filipinas para relançar as negociações. O acordo deverá avançar para a etapa de conclusão formal nos próximos meses.
O objetivo do tratado é aprofundar os fluxos de comércio e investimentos entre a União Europeia e as Filipinas, ampliando as oportunidades para empresas, a geração de empregos e a integração das cadeias de suprimento. As partes também vinculam o acordo ao fortalecimento de uma ordem internacional baseada em regras e à ampliação do engajamento econômico bilateral. Em 2025, a União Europeia foi o quarto maior parceiro comercial das Filipinas, respondendo por 8,3% do comércio total de bens do país. Entre os principais produtos exportados pelas Filipinas para o mercado europeu estão itens eletrônicos e produtos agrícolas, segmentos que poderão ser beneficiados pela redução de barreiras comerciais caso o acordo seja concluído.
O movimento ocorre em paralelo à intensificação dos esforços de economias globais para ampliar os vínculos comerciais com a região Ásia-Pacífico. Mudanças na política comercial dos Estados Unidos, especialmente relacionadas à utilização de tarifas, aumentaram a busca por alternativas de mercados e fornecedores, enquanto a necessidade de assegurar acesso a recursos naturais e fortalecer alianças estratégicas também estimula novos acordos. A União Europeia vem ampliando sua presença comercial na região e assinou neste ano um acordo relevante com a Índia. O bloco também mantém negociações em diferentes estágios com a Malásia e a Tailândia, indicando uma estratégia de expansão e diversificação das relações comerciais com economias asiáticas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.