22/Sep/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou que o Brasil não aplicará, neste momento, a lei de reciprocidade comercial contra os Estados Unidos enquanto permanecer aberto o canal de negociações entre os dois países. A posição ocorre após a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros pelo governo norte-americano e mantém a estratégia de priorizar as tratativas antes da adoção de eventuais medidas de resposta. O governo brasileiro considera que as negociações foram retomadas após uma conversa recente entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A primeira reunião virtual entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, ocorreu há cerca de três semanas e marcou a reabertura formal das conversas.
O governo brasileiro, porém, não espera avanços nas tratativas pelo menos até depois das eleições. A legislação brasileira de reciprocidade permanece como instrumento disponível caso não haja acordo com os Estados Unidos. A estratégia indicada pelo governo é aguardar a evolução das negociações antes de definir eventual aplicação das medidas previstas na legislação, evitando neste momento uma escalada tarifária bilateral. Questionado sobre a possibilidade de o Brasil adotar medidas semelhantes às do Canadá e entrar em uma guerra tarifária com os Estados Unidos caso as negociações não avancem, Lula indicou que o governo pretende avaliar cuidadosamente as alternativas previstas na Lei de Reciprocidade. A orientação é evitar uma disputa tarifária e concentrar os esforços na negociação comercial.
Durante a passagem por Nova York, nos Estados Unidos, para a abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), existe a possibilidade de um novo encontro entre Lula e Trump nos corredores da ONU, embora não esteja prevista uma reunião formal entre os dois presidentes. O contato direto entre os governos permanece aberto apesar das divergências comerciais. No campo diplomático, Lula voltou a defender a soberania brasileira e a autonomia do País na definição de seus interesses comerciais e econômicos. A posição do governo é de manutenção do diálogo com os Estados Unidos, sem adoção imediata da reciprocidade tarifária, enquanto houver possibilidade de avanço nas negociações. Fonte: Notícias Agrícolas. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.