22/Sep/2026
A XP Investimentos projeta sustentação das cotações de soja, milho, carne bovina, açúcar e etanol no Brasil, com a demanda chinesa e os riscos climáticos entre os principais fatores de suporte. Na soja, a demanda da China e os riscos associados a um potencial El Niño favorecem as cotações. Em Mato Grosso, o plantio da nova safra começou em ritmo superior ao registrado no ano passado e à média histórica. Para o milho, há possibilidade de compras chinesas de 5 milhões de toneladas do cereal norte-americano após a reunião entre Estados Unidos e China. A perspectiva de suporte também está associada à redução do rendimento das lavouras na Europa, especialmente na França, o que pode restringir a oferta regional.
No mercado de proteínas animais, a oferta restrita de gado no Brasil, combinada à perspectiva de retomada das exportações de carne bovina para a China no quarto trimestre de 2026 e à manutenção dos embarques para os Estados Unidos, tende a reduzir a disponibilidade no mercado doméstico e dar sustentação às cotações do boi gordo. No setor avícola, a sinalização da União Europeia sobre a retomada das importações de frango brasileiro apresenta impacto limitado sobre o mercado, em razão da baixa participação do bloco nas exportações brasileiras. Com isso, a China permanece como principal foco para a formação das perspectivas do setor.
No segmento sucroenergético, a projeção é de aperto na oferta de açúcar devido às chuvas acima do normal no Centro-Sul do Brasil, que dificultam o ritmo de moagem da cana-de-açúcar. A estimativa para a moagem na região foi revisada para 625,9 milhões de toneladas, enquanto a produção de açúcar foi projetada em 38,4 milhões de toneladas. No mercado de etanol, a redução dos estoques e o aumento da competitividade do combustível nas bombas favorecem a recuperação da demanda e das cotações. O cenário combina menor disponibilidade do produto com melhora relativa da competitividade frente à gasolina, criando condições para recuperação do mercado sucroenergético. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.