21/Sep/2026
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, aceitou o convite da União Europeia para estabelecer um modelo inédito de membro associado e ampliar a cooperação em áreas estratégicas. Carney rejeitou a avaliação de que a aproximação com o bloco constitua um ato hostil aos Estados Unidos, após o presidente norte-americano Donald Trump ameaçar impor tarifas adicionais aos produtos europeus e interromper o comércio com a União Europeia. Trump havia criticado a proposta da União Europeia e condicionado a adoção de novas medidas comerciais à avaliação de que a aproximação entre Canadá e Europa representaria uma ameaça aos Estados Unidos. A proposta europeia foi apresentada no dia 16 de setembro pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
O plano prevê que o Canadá se torne membro associado do bloco e participe do Conselho de Segurança Europeu, estrutura que a União Europeia pretende criar com Reino Unido e Noruega. O status de membro associado não existe atualmente na União Europeia. O formato proposto prevê a participação do Canadá em reuniões e cúpulas econômicas e de segurança, mas sem direito a voto. A iniciativa foi inspirada em uma proposta recente da Alemanha para ampliar a aproximação entre a Ucrânia e a União Europeia. O Reino Unido também havia solicitado um mecanismo semelhante após sua saída do bloco, mas a solicitação foi rejeitada pela Comissão Europeia. A aproximação entre Canadá e União Europeia já avançou na área de defesa.
O Canadá tornou-se o primeiro país de fora da Europa a integrar o programa Security Action for Europe (Safe), que prevê acesso a contratos militares e cooperação em segurança. Paralelamente, Carney trabalha na integração da produção canadense de minerais críticos e de tecnologias ao mercado único europeu. O movimento amplia a cooperação econômica, tecnológica e de segurança entre Canadá e União Europeia em um momento de maior tensão comercial entre Washington e seus parceiros. Para o Canadá, a aproximação com o bloco europeu também cria novas possibilidades de integração em cadeias consideradas estratégicas, especialmente defesa, minerais críticos e tecnologia. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.