18/Sep/2026
Segundo o Monitor do PIB da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 0,4% em julho ante junho, registrando a segunda taxa negativa consecutiva. Na comparação com julho de 2025, a atividade econômica apresentou crescimento de 1,3% em julho de 2026, indicando perda de ritmo da economia ao longo do ano. O resultado mensal reforça a trajetória de desaceleração do PIB, com enfraquecimento das três grandes atividades econômicas. A agropecuária apresentou retração, enquanto indústria e serviços ficaram estagnados. O desempenho reduz o espaço para manutenção de taxas mais elevadas de crescimento no restante de 2026 e aumenta a possibilidade de resultados próximos da estabilidade nos próximos meses.
No trimestre móvel encerrado em julho, o PIB apresentou expansão de 1,6%. Em 12 meses até julho, o crescimento acumulado foi de 1,8%, indicando uma trajetória de moderação da atividade em relação ao ritmo observado anteriormente. O ambiente econômico permanece condicionado por fatores externos e internos. No cenário externo, destacam-se a elevação das tarifas dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras e a alta dos preços do petróleo. No mercado doméstico, juros e endividamento das famílias permanecem em patamares elevados, restringindo as condições para expansão mais acelerada do consumo e da atividade. O resultado de julho reforça, portanto, a transição da economia brasileira para um ritmo de crescimento mais moderado, com a combinação de retração da agropecuária e estagnação da indústria e dos serviços limitando o desempenho no curto prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.