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18/Sep/2026

Previdência: pesquisa sobre percepção dos brasileiros

De acordo com dados são da quarta edição da pesquisa “Percepção dos Brasileiros sobre Proteção e Planejamento”, encomendada pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) ao Datafolha, apenas 28% dos brasileiros acreditam que conseguirão se aposentar aos 60 anos, enquanto 11% consideram que nunca conseguirão deixar o mercado de trabalho. Apesar da baixa expectativa de conseguir se aposentar aos 60 anos, essa é a idade considerada ideal por 59% dos entrevistados. O percentual aumentou em relação à edição anterior da pesquisa, realizada em 2024, quando 54% apontavam os 60 anos como idade ideal para deixar o mercado de trabalho. As respostas foram espontâneas e refletem a idade desejada para aposentadoria, não necessariamente o conhecimento ou a aplicação das regras previdenciárias vigentes.

Pelas regras atuais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a idade mínima para aposentadoria é de 62 anos para mulheres, com pelo menos 15 anos de contribuição. Para homens, a idade mínima é de 65 anos, com 15 anos de contribuição para aqueles que já contribuíam antes da reforma da Previdência de 2019, ou 20 anos para quem começou a contribuir após a reforma. A intenção de parar de trabalhar até os 60 anos é mais elevada entre os mais jovens. Entre entrevistados de 18 a 24 anos, 81% manifestam esse desejo. Entre pessoas com 60 anos ou mais, por outro lado, 27% afirmam que não pretendem deixar o mercado de trabalho. A pesquisa também evidencia a elevada dependência da Previdência Social entre os aposentados e a falta de previsibilidade sobre a renda futura entre trabalhadores na ativa.

Entre os entrevistados já aposentados, 92% apontam o INSS como principal fonte de sustento. Entre aqueles que ainda trabalham e pretendem depender do benefício público para se manter na aposentadoria, 65% não sabem quanto deverão receber. Apenas 35% dos entrevistados afirmam saber qual deverá ser o valor futuro do benefício. Entre os que pretendem contar com o INSS no longo prazo, 53% estimam que a aposentadoria será de, no máximo, um salário-mínimo, atualmente em R$ 1.621,00. A percepção sobre a renda futura também indica expectativa de perda de poder de compra e necessidade de ajustes no padrão de consumo. Entre os entrevistados que pretendem depender do INSS, 56% acreditam que terão de reduzir gastos para se manter na aposentadoria, enquanto 25% esperam conseguir preservar o padrão de vida atual.

Outros 16% avaliam que não terão condições de se sustentar ou enfrentarão dificuldades financeiras. O levantamento também aponta baixa preparação dos brasileiros para a aposentadoria diante das incertezas sobre renda e despesas futuras. A falta de acesso a atendimento médico em caso de doença é o principal temor relacionado à fase da aposentadoria, mencionado por 72% dos entrevistados. Os resultados indicam um cenário de elevada distância entre a idade considerada ideal para parar de trabalhar e a expectativa de efetivamente conseguir deixar o mercado de trabalho, além de forte dependência do benefício previdenciário público. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.