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11/Sep/2026

FGV: Barômetros Econômicos Globais avançam

Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), os Barômetros Econômicos Globais Coincidente e Antecedente avançaram em setembro e permanecem acima de 100 pontos, sinalizando continuidade de crescimento moderado da economia mundial. O movimento foi determinado pela recuperação do Barômetro Coincidente, que havia recuado no mês anterior, enquanto o Barômetro Antecedente manteve a trajetória de alta. Em setembro, os dois indicadores avançaram 1,4 ponto, para 104,6 pontos no Barômetro Coincidente e 105,9 pontos no Barômetro Antecedente, retornando ao nível observado no início de 2022. A região da Ásia, Pacífico e África apresentou a contribuição mais intensa para os resultados, enquanto as demais regiões exerceram influência moderada sobre os indicadores globais.

No Barômetro Coincidente, a alta de 1,4 ponto foi determinada pela contribuição positiva de 1,1 ponto da região da Ásia, Pacífico e África e de 0,3 ponto do Hemisfério Ocidental. A Europa permaneceu estável no mês. Com todos os indicadores regionais acima de 100 pontos, o Hemisfério Ocidental apresentou o maior nível entre as regiões. A Ásia, Pacífico e África alcançou 104,5 pontos, maior nível desde fevereiro de 2022, quando havia atingido 108,3 pontos, enquanto a Europa chegou a 101,0 pontos, maior nível desde junho de 2022, quando registrou 103,3 pontos. Entre os indicadores setoriais coincidentes, todos os setores apresentaram avanço em setembro. A Indústria atingiu o maior nível desde março de 2022, com 109,8 pontos, ampliando a distância em relação aos demais indicadores setoriais e indicando maior intensidade do desempenho industrial dentro do conjunto de atividades acompanhadas pelo indicador.

O Barômetro Global Antecedente, que antecipa entre três e seis meses os ciclos das taxas de crescimento da economia mundial, também avançou 1,4 ponto em setembro. A região da Ásia, Pacífico e África contribuiu positivamente com 1,2 ponto, enquanto a Europa acrescentou 0,3 ponto. O Hemisfério Ocidental exerceu influência negativa de 0,1 ponto sobre o resultado. Com o avanço de setembro, a região da Ásia, Pacífico e África alcançou seu maior nível desde janeiro de 2022, com 107,1 pontos. Em contrapartida, o Hemisfério Ocidental apresenta perda de fôlego desde meados de 2026, sinalizando uma evolução menos favorável dos indicadores antecedentes nessa região em relação ao comportamento observado na Ásia, Pacífico e África. Os indicadores setoriais antecedentes apresentaram comportamento heterogêneo em setembro.

Houve avanço nos segmentos de Economia, que reúne indicadores empresariais e do consumidor, Serviços, Indústria e Construção, enquanto o Comércio registrou recuo. O indicador de Economia atingiu 106,1 pontos, maior nível desde fevereiro de 2022, quando havia alcançado 106,1 pontos, e a Indústria chegou a 109,0 pontos, maior nível desde outubro de 2021. O desempenho conjunto dos barômetros globais mantém os indicadores acima da marca de 100 pontos e reforça a perspectiva de crescimento moderado da economia mundial nos próximos meses. A recuperação do indicador coincidente e a continuidade da trajetória ascendente do antecedente, especialmente com o suporte da Ásia, Pacífico e África, contrastam com a perda de dinamismo observada no Hemisfério Ocidental e com a heterogeneidade entre os setores, indicando que a expansão global permanece desigual entre regiões e atividades. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.